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Segundo o bispo, é necessário reflectir profundamente sobre a situação da política em Cabo Verde, já que as pessoas estão a mostrar um certo cansaço.

As eleições Presidenciais do último domingo ficaram marcadas pela alta taxa de abstenção, um número considerado histórico na política Cabo-verdiana, já que é a primeira vez que cerca de sessenta e quatro por cento de pessoas não comparecem nas urnas para elegerem o seu representante. Esta é uma situação que o bispo da região de Barlavento, Ildo Fortes considera triste para a democracia do país, mas ao meso tempo, favorável para reflectir sobre esta situação.

“ É claro que a gente fica um pouco triste de ver uma tao larga percentagem de pessoas a não irem votar, mas ao mesmo tempo creio que é uma boa oportunidade para todos nós reflectirmos o porque dessa situação”, afirma Dom Ildo Fortes, Bispo de Mindelo.

Conforme este, na origem desse elevado número, poderá estar o descontentamento das pessoas para com as classes políticas e a propensão para distrair as pessoas, sobretudo com as campanhas, esquecendo dos espaços para a reflexão do país e do seu destino. Contudo aponta ainda o facto das eleições acontecerem no mesmo ano e num curto período de tempo.

“ Eu penso que nós somos chamados às urnas repetidas vezes, ainda mais há aqui um período que é um pouco crítico. Um deles foi em pleno tempo de férias, e o tempo em que foi anunciado as eleições municipais e a altura em que elas ocorreram, era de se prever que não era a melhor altura”, acrescenta.

Dom Ildo Fortes, exortou o presidente reeleito para que a vontade do povo seja respeitada. Segundo disse o povo escolheu o seu representante através do sufrágio, pelo que deve fazer valer a democracia.

“ Gostaria de aproveitar essa oportunidade para felicitar o nosso presidente e dizer que a vontade do povo  deve ser muito respeitado. O povo foi às urnas e quis esse candidato e é assim que funciona a democracia”.

De recordar que a taxa geral de abstenção foi de 63,7 por cento, o que corresponde a 220.401, mais de metade dos inscritos que não foram às urnas nas eleições Presidenciais do passado dia dois de Outubro.

 

Texto: Neidilidia Andrade

 

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