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Nove efetivos da Polícia Nacional (PN) da esquadra da Brigada Anti-crime, na cidade da Praia foram suspensos, na sequência da morte de um jovem detido nessas instalações policiais.

O Ministério da Administração Interna mandou também instaurar um processo disciplinar aos agentes de serviço, ao oficial dia e ao comandante adjunto dessa esquadra, por não terem prestado assistência ao jovem que acabaria por falecer.

Hélder Delgado, 19 anos, que residia no bairro de Pensamento, na cidade da Praia, morreu depois de ter sido detido por um agente da referida esquadra, em circunstâncias envoltas em contradições, com os familiares a acusarem o agente de agressões fatais, que levam à morte ainda dentro da esquadra.

Segundo o ministro da Administração Interna, Paulo Rocha,  o inquérito concluiu que o agente deteve o jovem em flagrante delito a roubar em sua casa e os dois entraram em confronto físico, tendo o agente atingindo-o com um pedaço de pau, alegadamente por este se encontrava armado com uma faca.

Depois de imobilizado e algemado, o jovem foi transportado à esquadra, onde passou a noite, tendo sido conduzido de manhã ao hospital inanimado, onde acabaria por falecer mais de 10 horas após ser detido.

O ministro avançou que três indivíduos que se encontravam detidos na mesma cela de Hélder relataram que durante a noite, por várias vezes solicitaram auxílio do pessoal policial de serviço, porque o falecido estava em más condições, mas “não lhe foi dada a devida assistência”.

“De todo o apurado, concluiu-se que os procedimentos a ter com pessoas detidas nas unidades policiais, tal como estão estipulados, não foram respeitados e que os efetivos que se encontravam de serviço não deram a devida atenção às pessoas que se encontravam na cela, prestando-lhes a devida assistência”, referiu o ministro.

 

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