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A economia dos Estados Unidos poderá sofrer caso a política sobre imigrantes do Presidente Donald Trump leve a uma deportação em grande escala de ilegais, segundo o economista Ben Gitis.

De acordo com o economista, os Estados Unidos não se podem dar ao luxo de perder de repente um grande número de imigrantes que trabalham na colheita de frutas e legumes, na construção de casas, na indústria alimentar e na hotelaria.

Os imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos representam cerca de 18% do emprego na agricultura, 13% na construção e 10% nos restaurantes, hotéis e casinos, segundo um estudo feito em 2016 pelo National Bureau of Economic Research.

“O choque económico causaria ramificações generalizadas”, afirmou Ben Gitis, director de política de mercado de trabalho no American Action Forum, um ‘think thank’ conservador.

Dirigindo-se terça-feira ao Congresso, Donald Trump prometeu construir um “grande muro” para impedir os mexicanos de entrar ilegalmente nos Estados Unidos.

O Presidente norte-americano já advertiu que poderá deportar entre dois e três milhões de pessoas, que vivem ilegalmente no país.

Os economistas sublinham que os imigrantes, incluindo aqueles que trabalham no país sem permissão, desempenham um papel vital na economia dos Estados Unidos, e não só porque aceitam empregos mal remunerados que os norte-americanos rejeitam. Os Estados Unidos, como o Japão e a Europa Ocidental, estão ser prejudicados por uma força de trabalho envelhecida e com crescimento mais lento. O crescimento económico dependente de uma oferta cada vez maior de trabalhadores.

À medida que os norte-americanos mais velhos se reformam, os mais jovens estão a matricular-se na faculdade, em vez de começarem a trabalhar depois de acabarem o ensino médio.

O resultado é que se tornou cada mais difícil para os empregadores preencherem os trabalhos para iniciados, que acabam por ser preenchidos por imigrantes que vivem ilegalmente nos Estados Unidos.

Ben Gitis analisou os números e concluiu que se os Estados Unidos deportassem 6,8 imigrantes, que trabalham ilegalmente no país, não haveria trabalhadores legais suficientes para preencher todos os empregos.

O economista alerta também que as deportações em massa terão outros custos.

Um estudo de 2013 da administração da Segurança Social descobriu que os imigrantes que vivem no país sem permissão pagaram 13 mil milhões em Segurança Social em 2010 e receberam apenas mil milhões em benefícios.

A administração concluiu que as suas contribuições tiveram um “efeito positivo líquido” nas finanças da Segurança Social.

Portanto, explica Bem Gitis, as deportações em massa significam que “não só o país estaria a perder trabalhadores”, mas também “consumidores e contribuintes”.

 

 Fonte: Lusa

 

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