Marina Sao Vicente

Em comunicado, o Grupo de Reflexão diz ter constatado, com “chocante surpresa”, o facto de São Vicente ter sido contemplada apenas com 489.867.959 escudos.

O Grupo Reflexão na Diáspora diz-se chocado com a decisão do Governo de relegar São Vicente para o quinto lugar, em termos de investimento público, atrás de municípios como Praia, Santo Antão, Sal e Santa Catarina de Santiago.

Em comunicado, o Grupo de Reflexão diz ter constatado, com “chocante surpresa”, o facto de São Vicente ter sido contemplada apenas com 489.867.959 escudos, e, deste modo, ficando bastante aquém do município da Praia (732.434.620 escudos), atrás da ilha de Santo Antão (784.144.715 escudos), de Santa Catarina de Santiago (647.792.953) e ilha do Sal (505.762.936 escudos).

“Mas o que mais revolta, porque a injustiça dói fundo, é este orçamento vir completamente ao arrepio das promessas eleitorais alardeadas na ilha de S. Vicente pelo líder do MpD e actual primeiro-ministro. Porque é um facto incontestável que este governo do MpD ganhou as eleições legislativas, há precisamente um ano (Março de 2016), com o apoio expressivo dos mindelenses”.

Por tal motivo, o Grupo de Reflexão da Diáspora diz não entender o porquê de São Vicente ter sido discriminada, quando é a segunda mais importante do país em função do seu peso demográfico e do seu contributo para o PIB. Mas por outro lado, continua Santiago a beneficiar da “fatia de leão” na distribuição do bolo orçamental. “O que em si demonstra quão falsas e capciosas foram as promessas de reabilitar o espírito de solidariedade nacional, de moralizar a política e de promover a correcção dos desequilíbrios regionais através de uma efectiva descentralização”, acrescentam os signatários, Arsénio Fermino de Pina, Adriano Miranda Lima, Carlos Adriano Vitória Soulé, José Fortes Lopes, Luís Andrade Silva e Valdemar Pereira.

Assim, esse grupo de cidadãos considera urgente e imperativo que o Governo explique o porquê da ilha ter sido “destratada de uma maneira tão acintosa e provocatória”. E deixam um apelo veemente aos políticos e à sociedade civil mindelenses, para que assumam as suas respectivas responsabilidades, enquanto é tempo.

 

Fonte: A Nação

 

 

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