olavo cor

O Novo Banco passará todas as suas actividades e a maior parte dos seus activos e passivos à Caixa Económica de Cabo Verde. A medida foi anunciada pelo conselho de Administração do BCV. Numa conferência, hoje, de imprensa o ministro das Finanças confirmou o facto e apresentou as razões para a tal medida.

De acordo com o ministro das Finanças, Olavo Correia, esta medida deve-se ao facto do Novo Banco não ter cumprido com as suas obrigações. Conforme noticiara o BCV, alegando que o Banco em causa não cumpre os requisitos para a manutenção da autorização para o exercício das suas actividades, com iminente cenário de falência e o não aumento do seu capital social. Esta decisão do Banco central, segundo Olavo Correia, foi tomada no âmbito do enquadramento legal, que responsabiliza e faz suportar as perdas das actividades bancárias nos accionistas e credores subordinados, mantendo-se o objetivo do esforço da estabilidade financeira.

Acrescenta ainda Correia, que existem responsabilidades políticas a serem assacadas e que as instituições da República devem actuar e o ministério das finanças pede celeridade ao BCV neste processo para responsabilizar quem é de direito. No que diz respeito aos trabalhadores que serão despedidos este diz que serão indemnizadas e os que tiverem competência irão ingressar no mercado de trabalho.

Afirma ainda que a medida aplicada ao novo Banco pelo BCV Assegura integralmente os depósitos, a prestação dos serviços bancários e as relações comerciais que a instituição mantinha. Neste caso os clientes do Novo Banco Passarão a ser Clientes da Caixa Económica de Cabo Verde. Isso porque o Banco em causa em nada se diferenciava dos outros bancos como era o seu objetivo.

De salientar que o Novo Banco foi autorizado a operar no país através da Portaria n.º 9/2010, de 22 de Fevereiro, com o capital social inicial de 300.milhoes de escudos, subscrito em 95% de accionistas públicos. O mesmo subiu, em 2015, para 849 milhões e 500 mil escudos, sendo 42,33% da participação do Estado de Cabo Verde, 28,28% do INPS, 11,76% da Caixa Económica de CV, Correios de CV e o IFH tinha 7,35% cada e o Banco português de Gestão tinha 2,94% da participação do Novo Banco.

 

Texto: Sidney Cardoso

 

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