
O primeiro dia de greve dos trabalhadores dos caminhos-de-ferro franceses começou em força esta terça-feira, com o Governo a assegurar que "pretende seguir com as reformas", reconhecendo, no entanto, que se avizinham "dias difíceis" no hexágono.
Os sindicatos do setor protestam contra a reforma imposta pelo presidente Emmanuel Macron, que prevê uma abertura do setor aos privados, como é desejo de Bruxelas, assim como mudanças no sistema de contratação, na idade da reforma e no estatuto dos trabalhadores da operadora pública francesa de comboios (SNCF).
A direção da SNCF anunciou uma taxa de adesão na ordem dos 33,9% de manhã, um número inferior ao registado dia 22 de março. No entanto, 77% dos maquinistas aderiram ao protesto esta terça-feira.
Em Paris, uma manifestação juntou cerca de 2700 pessoas, de acordo com a polícia. As autoridades referem momentos de confrontos entre agentes e manifestantes na capital.

