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 LÍBIA Imigrantes recusam deixar a embarcação que os salvou

Dezenas de imigrantes, provenientes de diversos países africanos, recusaram-se ontem a abandonar o navio que os salvou ao largo da costa da Líbia. Esses imigrantes foram salvos, por um navio da marinha líbia, quando a embarcação onde seguiam com a bandeira do Panamá estava a afundar-se e foram levados para um porto deste país, onde se recusaram a sair sob a alegação de que pretendiam seguir para a Europa.

O comandante do navio, da marinha líbia, que chegou este fim-de-semana ao porto de Misrata, disse que os imigrantes se recusaram a ir para terra, alegavam ter medo de serem detidos por traficantes e depois torturados pela Polícia, que como dizem ter sucedido, anteriormente, com compatriotas seus.

Segundo a estação televisiva, al-Jazeera, que teve autorização para entrar no navio, este tem cerca de 40 pessoas, entre elas algumas crianças não acompanhadas por parentes. Em declarações ao canal, vários imigrantes disseram que preferem morrer do que abandonar o navio, pois, deram tudo o que tinham para pagar a viagem cujo destino final seria Malta.

A Organização Médicos Sem Fronteiras está a aguardar autorização das autoridades líbias, para entrar no navio e prestar a devida assistência sanitária. A Amnistia Internacional está no local, a acompanhar o caso, um dos seus responsáveis defendeu que os imigrantes não deviam abandonar o navio sem garantias das Nações Unidas, de que não seriam entregues, novamente, à traficantes que depois os enviariam para campos de refugiados ilegais.

 

 

 

Texto: Grace Cabral

Fonte: Jornal de Angola

 

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