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hiacistas da praia cmp

O recém-criado parque de estacionamento no largo de Sucupira tem gerado onda de desespero por seio dos condutores e ajudantes, e além disso tem desemprego muito daqueles que dependem deste sector para sobreviverem, e reclamam sobretudo a taxa cobrada para puder estacionar, bem como o valor para obtenção do crachá.

Há uma semana entrou em funcionamento o terminal de hiaces no Largo de Sucupira. Com esta medida os hiacistas vão ter que pagar 150 escudos para encontrarem um lugar na fila. Já os do Tarrafal vão pagar 200. Uma situação que está a deixar os condutores aflitos e desesperados, conforme sublinha Maruca, um hiacistas que faz frete Praia Tarrafal

“ Nós compramos uma senha por 200 escudos e depois quando já é tarde não temos ainda nenhum passageiro o que nos obriga a dormir no carro para salvaguardar a primeira fila no dia seguinte onde vamos pagar para obter mais uma senha. O que nos indigna muito, tendo em conta que já tínhamos pago a senha antes e não fomos a lugar algum. Nós estamos desesperados com esta medida, esta veio para nos destruir e destruir a nossa família”, salienta

Euclides Borges é também um hiacistas que trabalha na linha Assomada-Praia, há quatro anos e assegura, por sua vez, que esta iniciativa de organizar a paragem de hiaces só vai prejudicar os hiacistas e colocá-los no desemprego

“Muitos que já têm entre os dez e vinte anos de trabalho agora estão em casa. Isto é uma situação lamentável, é triste ver homens chefes de família sem o que fazer. Já tentamos uma audiência com o presidente da Câmara, mas ele nunca aparece. Nós não queremos que esses ajudantes fiquem no desemprego, queremos que a eles, o governo arranje uma solução onde vão ganhar pelo menos salário mínimo. Porque desta forma só vai criar e aumentar vandalismo na cidade”, afirma Euclides

Prejudicados também estão os ajudantes que agora vão lavar o carro para puderem arrecadar algum dinheiro conforme nos conta Elias

“Eu como ajudante, estou neste momento na situação do desemprego, antes dava ajuda com os enchimentos e ganhava cerca de 5 mil escudos mensais, além daquelas ajudas extras que equivale a 300 escudos cada volta. Agora estamos sem o que fazer. As autoridades esquecem que nós também temos família para cuidar e agora se acontecer algo não temos como fazer nada”, diz.

Com isso os hiacistas e ajudantes pedem uma outra forma de organização, até porque está é uma via para o aumento do desemprego.

 

 

 

Redação

 

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