O Líbano acordou hoje com novos bombardeamentos israelitas, que já fizeram pelo menos 56 mortos, seis destes na noite passada, e mais de 335 feridos desde o início dos ataques há dois dias, divulgou a imprensa internacional.
Um bombardeamento atingiu o Hotel Comfort, no subúrbio de Baabda, fora das áreas frequentemente visadas, causando danos materiais significativos e ferindo pelo menos cinco pessoas, incluindo uma rececionista em estado grave, disse o proprietário à agência de notícias EFE no local.
No subúrbio de Dahye, em Beirute, voltou a ser alvo de ataques esta manhã, e o exército israelita continua a emitir novas ordens de evacuação para a zona, mesmo depois de milhares de residentes terem fugido nas últimas 48 horas.
Entre as cidades atacadas esta noite estão Saadiyat e Aramoun, a sul de Beirute, onde o Centro de Operações de Emergência do Líbano informou que seis pessoas morreram e outras oito ficaram feridas, segundo um comunicado.
O mesmo órgão, que faz parte do Ministério da Saúde Pública, tinha anunciado pouco antes que o número total de mortos desde o início da ofensiva aérea israelita na madrugada de segunda-feira tinha atingido os 50, além de 335 feridos, a que se juntam agora os seis de Saadiyat e Aramoun.
Israel mantém uma intensa campanha de bombardeamentos contra o sul e o leste do Líbano, assim como contra os arredores de Beirute, onde afirma ter atacado cerca de 250 alvos pertencentes ao grupo xiita Hezbollah.
“Até à data, atingimos cerca de 250 alvos e continuaremos a fazê-lo diariamente”, disse o responsável militar do Comando Norte de Israel, Rafi Milo, durante uma reunião com autarcas de cidades do norte de Israel, as zonas mais afetadas pelos mísseis do Hezbollah.
Durante a reunião, o comandante israelita afirmou que o exército planeia continuar a atacar “em todo o Líbano”, destacando as cidades de Beirute, Tiro e Sidon entre os seus alvos.
Rafi Milo afirmou ainda que reforçou a presença militar israelita “também no setor sírio”, sem fornecer mais detalhes.
A ofensiva de Israel começou depois de o movimento libanês ter atacado o norte do Líbano, numa ação que descreveu como resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, e aos contínuos bombardeamentos israelitas no Líbano, apesar do cessar-fogo de 2024.
Fonte: Notícias ao Minuto