FOGO: SÃO FILIPE PRECISA DE OBRAS DE DRENAGEM “DE VULTO” – VEREADOR

As chuvas registadas nos últimos dias colocaram em evidência de que a cidade de São Filipe precisa de obras de drenagem “de vulto” e de obras de reparação e manutenção de várias vias. Esta garantia foi dada pelo vereador da Proteção Civil, Euclides Fernandes, que fazia o balanço dos estragos provocados pelas chuvas de quarta-feira, 30.

O vereador da Proteção Civil, avançou que a câmara de São Filipe sozinha e sem apoio do Governo não conseguirá fazer o trabalho de drenagem e de reparação das vias, que é “extremamente importante” para a segurança, não só da vida das pessoas, mas também a segurança e bom estado de conservação das vias, casas e espaços públicos.

Segundo o mesmo, as chuvas do dia 30 deixaram estragos em várias ruas, vias e espaços públicos, “um pouco por todo o concelho”, como o acesso ao porto de Vale dos Cavaleiros, troço que liga centro da cidade ao bairro de Santa Filomena, que continua “intransitável e com vários buracos de grandes dimensões” e a Praça de Cruz dos Passos, em construção, que recebeu “grande quantidade de enxurradas”, que está a ser removida.

Da lista dos danos constam ainda o acesso à praia de Nossa Senhora da Encarnação, calcetada recentemente e que foi “literalmente devastada” pelas cheias, o acesso à praia Ladrão, Achada Malva e Cadeia Civil, que está em “péssimas condições” e com “pontos intransitáveis”.

O acesso sul à praia de Fonte Bila, segundo o vereador, ficou “praticamente danificada” tendo as enxurradas provocado acumulação de “aterros consideráveis” no troço inicial, arranque de calçadas na parte intermédia e desabamento de paredes e degraus da escada na parte final. No acesso à referida praia pelo lado norte há o registo do desabamento do muro, provocando a queda de um poste de electricidade, tendo o vereador apontado ainda danos no acesso à praia de Salinas e desabamento de rocha no Alto Rendall.

Segundo o mesmo, a equipa de Protecção Civil está no terreno para acudir as pessoas em caso de emergência e a sinalizar os locais de perigos, sublinhando que não se registou nenhum pedido de transferência para o efeito de realojamento, apelando aos munícipes para seguirem as orientações e, em caso de emergência, ligar para o número 131.

Questionado se o pedido de auxílio já foi encaminhado ao Governo, Euclides Fernandes disse que o Gabinete de Apoio Técnico vai actualizar o primeiro levantamento com os dados das últimas chuvas para o devido encaminhamento, já que são necessários 50 mil contos para repor a normalidade.

Fonte: Inforpress // Ad: Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *