A sessão da Assembleia Municipal de São Vicente foi suspensa e reagendada para a próxima segunda-feira. Isto, por causa do empate na votação da proposta do plano de actividades e orçamento da edilidade para 2024.
O documento, que esteve a ser discutido na 6ª sessão ordinária da assembleia entre quarta-feira e quinta-feira, foi então submetido à votação na tarde de ontem e terminou com nove votos a favor do Movimento para Democracia (MpD) no poder, e nove votos contra da oposição, sendo quatro do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) e cinco da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID).
Os restantes três deputados, dois da UCID e um do Movimento Independente Más Soncent (MIMS, oposição), do total de 21 eleitos, votaram abstenção, o que não conta por lei.
Um resultado que o presidente substituto da assembleia municipal, Albertino Gonçalves, considerou ser um empate e que obrigaria a um novo reagendamento da votação.
Sendo assim, depois de mais de dez minutos de paragem e mais dez para uma conferência de representantes, com os líderes das bancadas dos três partidos, o presidente da Mesa da assembleia, Albertino Gonçalves, anunciou a suspensão da sessão para a próxima segunda-feira, para uma outra votação.
O líder da bancada do MpD, Flávio Lima, confirmou ter ficado “surpreso” com resultado dos votos, dado a dinâmica do debate, em que, asseverou, a oposição “não levou propostas” e o presidente da câmara municipal “respondeu tranquilamente” a todas as inquietações dos eleitos.
O deputado disse não entender o posicionamento da UCID, quando o orçamento foi aprovado na câmara municipal com contribuições dos vereadores do partido.
Quanto ao PAICV, a representante Dirce Vera-Cruz advertiu que nem sequer houve empate, mas, sim o orçamento foi rejeitado por não ter tido a maioria dos votos.
Questionada sobre o risco de São Vicente ser gerido mais um ano por duodécimos, o que já acontece no presente ano, Dirce Vera-Cruz admitiu a possibilidade de a ilha estar “mais uma vez estagnada”, contudo, sustentou, é “preciso haver um orçamento que sirva o seu desenvolvimento e respeite as regras legais e o princípio de transparência”, algo, que, advogou, não se respeitou.
Fonte: Inforpress // Ad: Redação Tiver