O Produto Interno Bruto (PIB) real de Cabo Verde, cresceu 7,3% em 2024, impulsionado pelo turismo e por uma recuperação moderada da agricultura. Entretanto, a mais recente edição da Atualização Económica de Cabo Verde 2025 do Banco Mundial, antecipa uma desaceleração da economia em 2025, com uma previsão de crescimento de 5,9%.
Segundo a Atualização Económica de Cabo Verde 2025, apesar do crescimento do PIB no ano passado, a dependência do setor turístico, a exposição a choques externos e as pressões fiscais das empresas públicas continuam a representar riscos significativos para a sustentabilidade do crescimento.
Intitulado “Desbloquear o Potencial Económico das Mulheres”, o relatório traça um retrato positivo da recuperação económica do país, destacando a melhoria da gestão macroeconómica, a redução do rácio da dívida e a diminuição da pobreza para 14,4% (com base na linha de pobreza de 3,65 dólares por dia, em paridade do poder de compra de 2017). A inflação caiu para 1%, o nível mais baixo dos últimos anos, e a balança corrente registou um excedente pela primeira vez em quatro anos.
Contudo, o Banco Mundial sublinha que transformar esta retoma numa prosperidade duradoura e inclusiva exige reformas profundas no sentido de melhorar a governação das empresas públicas, apoiar a participação económica das mulheres e diversificar a economia.
Para 2025, o crescimento do PIB deve abrandar ligeiramente para 5,9%, mantendo, no entanto, uma trajetória positiva. O relatório destaca que os riscos globais – como a volatilidade nos preços das matérias-primas e os impactos das alterações climáticas – poderão afectar o ritmo do crescimento e o avanço das reformas.
O relatório destaca o potencial económico das mulheres caboverdianas e aponta que a eliminação das desigualdades de género no mercado de trabalho poderia aumentar o PIB do país em até 12,2% a longo prazo. Para alcançar esse objetivo, o Banco Mundial recomenda medidas como o aumento do acesso a serviços de cuidados infantis, a implementação de políticas de trabalho flexível, o fortalecimento das competências femininas nas áreas STEM e no ensino técnico e profissional, além do combate à discriminação laboral e à mudança de normas sociais limitadoras.
Fonte: Expresso das Ilhas // Redação Tiver