deverão ser introduzidas na nova Lista Nacional do Medicamento (LNM), cuja proposta de revisão começou a ser analisada esta segunda-feira 28 na reunião do Conselho Nacional de Medicamentos. O objetivo é reforçar a resposta nacional às doenças crónicas, garantir maior acessibilidade aos tratamentos e adequar a política farmacêutica ao perfil epidemiológico atual do país.
A proposta que está a ser discutida até 30 de julho, representa uma atualização considerada “sem precedentes” por autoridades do setor, tendo em conta que a última versão da lista está em vigor desde 2009. A nova revisão contempla medicamentos para doenças como hipertensão, diabetes, cancro, HIV, tuberculose, insuficiências renais, doenças respiratórias, bem como para cuidados paliativos, emergências médicas, saúde mental e tratamento da dependência do álcool e drogas.
Por seu lado, a consultora Edite Santos, informou que a revisão contempla duas listas distintas: a Lista Nacional de Medicamentos, que orienta os grossistas quanto aos medicamentos que podem circular legalmente no país e a Lista de Medicamentos Essenciais, que representa o compromisso do Ministério da Saúde com a disponibilidade de medicamentos nas estruturas públicas.
Segundo a consultora, foram introduzidas 298 novas moléculas, 343 formas farmacêuticas e 585 dosagens, com especial foco em medicamentos para doenças crónicas e tratamentos oncológicos, um campo em crescimento em Cabo Verde.
A proposta encontra-se em fase de discussão e deve ser validada nos próximos dias pelo Conselho Nacional de Medicamentos.
Redação Tiver