RDC: MAIS DE 32 MINEIROS ILEGAIS MORREM EM MINA

Pelo menos 32 mineiros morreram no sábado devido a um desabamento numa mina de cobalto no sul da República Democrática do Congo. Informaram hoje fontes do Governo.

Segundo as fontes citadas pela agência noticiosa francesa AFP, o acidente ocorreu no complexo de mineração de Kalando, localizado na pedreira de Mulondo, oficialmente operada pela empresa Pajeclem, a cerca de 42 quilómetros a sudeste de Kolwezi, capital da província de Lualaba.

“Apesar da proibição formal de acesso ao local devido às fortes chuvas e ao risco de deslizamentos de terra, os garimpeiros ilegais forçaram a entrada na pedreira”, declarou à imprensa o ministro provincial do Interior, Roy Kaumba Mayonde.

A “travessia apressada dos mineiros” causou o desabamento de uma ponte improvisada que construíram para atravessar uma vala alagada que delimitava a área, acrescentou.

“Até o momento, 32 corpos foram recuperados”, acrescentou o governante provincial, especificando que “as operações de busca continuam”.

Um relatório do Serviço de Assistência e Apoio à Mineração Artesanal e de Pequena Escala (Saemape) – uma agência governamental responsável por fornecer assistência técnica e financeira às cooperativas de mineração — consultado hoje pela AFP, mencionou uma situação de pânico causado por soldados presentes no local.

De acordo com este relatório, a área de Kalando tem sido alvo de uma disputa há vários meses entre os mineiros artesanais e uma cooperativa de mineração criada para apoiá-los, bem como os operadores da área, descritos como “parceiros chineses”.

“Durante a queda”, os mineiros “amontoaram-se uns sobre os outros, causando ferimentos e mortes”, refere o documento.

Imagens enviadas à AFP pelo escritório provincial da Comissão Nacional de Direitos Humanos (CNDH), um instituto público, mostram mineiros a retirar corpos empilhados no fundo da vala e pelo menos 17 corpos estendidos no chão, perto do local do acidente.

As autoridades provinciais anunciaram hoje a suspensão das atividades no local.

Segundo o coordenador da CNDH na província de Lualaba mais de 10.000″ garimpeiros artesanais estão presentes neste local.

Lusa

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *