CABO VERDE DEFENDE PAPEL DA JUVENTUDE NO COMBATE À CORRUPÇÃO

Autoridades cabo-verdianas ligadas à luta contra a corrupção defenderam hoje, na Praia, durante as comemorações do Dia Internacional contra a Corrupção, que a juventude deve assumir um papel central na construção de uma cultura de integridade.

O Dia Internacional contra a Corrupção foi assinalado com um evento realizado no Liceu Domingos Ramos, na cidade da Praia, centrado no papel da juventude na prevenção de práticas ilícitas.

A iniciativa decorreu sob o lema internacional “Unindo-se à juventude contra a corrupção – moldando a integridade do amanhã”.

O presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção (CPC), João da Cruz Silva, afirmou que Cabo Verde mantém uma posição “razoável” no Índice de Transparência Internacional, ocupando o 62.º lugar, acima de países como Itália, Espanha, Bulgária e Polónia.

O responsável alertou, contudo, que a corrupção “pode aumentar a qualquer momento” caso falhe a vigilância e a promoção da transparência.

Cruz Silva realçou que o foco deste ano na juventude resulta da necessidade de incutir valores éticos desde cedo.

“É mais fácil transmitir ética às crianças e adolescentes do que aos adultos”, disse, defendendo acções contínuas nas escolas secundárias e, sempre que possível, no ensino primário.

O presidente do Tribunal de Contas e do CPC adiantou que Cabo Verde vai aprovar a nova estratégia nacional de prevenção e combate à corrupção, actualmente em fase de finalização.

Por sua vez, o Procurador-Geral da República, Luís José Landim, alertou para o facto de a corrupção “começar nos pequenos gestos”, muitas vezes normalizados pela sociedade.

“O silêncio é o principal inimigo da investigação”, afirmou, apelando aos jovens para rejeitarem favores indevidos, denunciarem práticas ilícitas e assumirem comportamentos exemplares no quotidiano.

Landim afirmou ainda que o futuro do país depende “da força moral” das novas gerações.

A directora do Liceu Domingos Ramos, Celina Mendes, por sua vez, afirmou que o combate à corrupção exige compromisso colectivo, sublinhando que cada atitude individual “pode contribuir para um ambiente mais justo e responsável” e que a escola tem papel decisivo na formação ética e cidadã.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *