Os sete sindicatos afectos à saúde deram um ultimato ao Governo para até ao próximo dia 17 atender todos os pontos do caderno reivindicativo, sob pena de prosseguirem com a greve nacional, agendada para a próxima semana.
Esta posição foi revelada à imprensa pelo porta-voz dos sindicatos do pessoal da saúde, Luís Lima Fortes, ao fim da tarde desta terça-feira, à saída da reunião tripartida, envolvendo sindicatos, Ministério da Saúde e Direcção-geral do Trabalho.
O sindicalista disse que houve “algum entendimento” relativamente a algumas reivindicações apresentadas, contudo, lamentou que não tivesse havido negociação e muito menos entendimento para com os serviços mínimos.
“O entendimento é que até ao dia 17 deste mês todos os pontos do caderno reivindicativo sejam atendidos. O levantamento da greve está condicionado à execução dos pontos que tivemos entendimento”, explicou, avançando que após dois dias de negociação não se chegou a um entendimento.
Enquanto isto, a directora-geral de saúde, Ângela Gomes, disse que o Ministério da Saúde está empenhado em cumprir a carta reivindicativa, para encerrar o processo em andamento.
Neste ponto apontou o Plano de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR) com a lista definitiva dos médicos, enfermeiros, de entre outro pessoal da Saúde Pública, e a aprovação em Conselho de Ministros do PCFR dos técnicos de diagnóstico e terapêutica.
“Estamos empenhados, num esforço titânico para cumprir com este grande desiderato, que é próprio do Ministério de Saúde, de acordo com a reivindicação colocada por estes sindicatos do pessoal da saúde”, explicou Ângela Gomes, reforçando que o ministério assumiu o compromisso de cumprir com os pontos do caderno reivindicativo.
Fonte: Inforpress // Redação tiver