Donald Trump anunciou uma nova expansão das restrições à entrada nos Estados Unidos, impondo medidas parciais a cidadãos angolanos, no âmbito de um pacote mais amplo de medidas justificadas com razões de segurança nacional. A decisão surge na sequência de um ataque ocorrido em novembro, em Washington, no qual um cidadão afegão que havia solicitado asilo nos Estados Unidos atacou dois membros da Guarda Nacional.
De acordo com uma ordem executiva assinada por Trump, passa a vigorar uma proibição total de entrada nos EUA para cidadãos do Burkina Faso, Laos, Mali, Níger, Serra Leoa, Sudão do Sul e Síria.
O documento determina ainda a interdição de entrada de indivíduos que utilizem documentos de viagem emitidos ou endossados pela Autoridade Palestiniana, depois de a Administração norte-americana ter negado vistos a responsáveis palestinianos que pretendiam participar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.
Em simultâneo, o presidente impôs restrições parciais a cidadãos de outros 15 países da América Central, África e Pacífico. A lista inclui Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Malawi, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbabué.
Estas decisões somam-se a uma proibição total já decretada em junho para cidadãos de 12 países: Afeganistão, Myanmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen. Mantêm-se igualmente em vigor as restrições parciais aplicadas anteriormente ao Burundi, Cuba, Togo e Venezuela.
Com esta nova expansão, 19 países passam a estar sujeitos a uma proibição total de viagens aos Estados Unidos.
Fonte: RTP