MPD ACUSA PAICV DE ATENTADO À DEMOCRACIA

O líder parlamentar do MPD, Celso Ribeiro, afirmou que a atuação do PAICV e do seu presidente, Francisco Carvalho relativamente às buscas do Ministério Público, constituiu um atentado à democracia e ao Estado de Direito democrático, acusando-o de tentar condicionar a justiça, banalizar símbolos da liberdade e promover discursos e práticas que colocam em risco as conquistas democráticas do país.

Celso Ribeiro acusou o presidente da Câmara Municipal da Praia de ter violado a Constituição e a legislação laboral ao manter mercados e centros comerciais abertos no feriado de 13 de janeiro. Para o MPD, as críticas dirigidas ao Ministério Público visam descredibilizar, politizar e enfraquecer a justiça, Celso Ribeiro considerou ainda que a suspensão de serviços camarários e o apoio a manifestações contra a justiça representam pressão indevida sobre os tribunais, ultrapassando uma linha vermelha e colocando o PAICV fora da lealdade institucional.

Em reação à declaração do MPD, a deputada do PAICV, Janira Hopffer Almada questionou os critérios que determinam a abertura, ou não, de investigações apontando que embora ninguém esteja acima da lei existem denúncias que avançam rapidamente para investigações e buscas, enquanto outras permanecem sem qualquer seguimento.

Para a UCID, a estabilidade política e social é o maior trunfo de Cabo Verde, razão pela qual alertou para os riscos de se perder esse património e defendeu, por isso, uma atuação cautelosa por parte de todos os atores políticos e institucionais.

Recorde-se que no 1º dia do último debate parlamentar do ano o MPD acusou hoje a oposição de bloqueio deliberado ao funcionamento da Assembleia Nacional e o PAICV, acusou a maioria de incapacidade de construir consensos em matérias consideradas sensíveis e de elevada complexidade.

Redação Tiver

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