Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 500 famílias ficaram afetadas por chuvas fortes nas províncias de Manica e de Tete, centro de Moçambique, anunciaram esta segunda-feira as autoridades. Foram destruíadas ainda cerca de 100 casas, parte delas construídas com material precário, além de 28 escolas.
Borges Viagem, delegado do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em Manica, afirmou que 342 famílias afetadas, e 7 pessoas morreram devido descargas atmosféricas
De acordo com o delegado, as chuvas destruíram ainda cerca de 100 casas, parte delas construídas com material precário, além de 28 escolas, correspondentes a aproximadamente 50 salas de aulas parcialmente destruídas.
Já no distrito de Mutarara, na província de Tete, pelo menos 200 famílias ficaram desalojadas por chuvas fortes, segundo o administrador distrital, Lino Chiuzi.
Segundo o administrador de Mutarara, registaram-se casos na localidade de Sinjal, no posto administrativo de Nhamaiabo, e em Vila Nova da Fronteira, no posto administrativo de Chare, com “algumas casas que ficaram parcialmente destruídas”, afetando algumas famílias.
Chiuzi apelou à população para que se retire das zonas de risco, incluindo as famílias que produzem nas margens dos rios, devido aos níveis elevados do caudal do rio Zambeze.
As autoridades moçambicanas ativaram no último domingo ações de antecipação às cheias, após alerta de ocorrência de chuvas fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas nos próximos dias em cinco províncias do centro e norte do país.
De acordo com o documento, a decisão da ativação do mecanismo surge após a previsão da ocorrência de chuvas fortes nas províncias de Tete e Zambézia, no centro do país, e Nampula, Cabo Delgado e Niassa, no norte, “agravando a situação prevalecente de cheias e inundações nas zonas baixas das bacias hidrográficas dos rios Montepuez, Megaruma, Muaguine, Rovuma, Monapo e Licungo”.
Fonte: Correio da manhã