A Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde, considerou hoje que o ano de 2025 foi “particularmente exigente” para o exercício do jornalismo no país. Segundo a organização, o período foi marcado por pressões e tentativas de silenciamento contra profissionais da comunicação social.
Numa mensagem dirigida aos profissionais da comunicação social, por ocasião do encerramento de mais um ano e da abertura de novo ano, a AJOC considerou que 2025 ficou marcada por “desafios profundos ao exercício livre do jornalismo”, incluindo “intimidações, represálias e pressões” sobre vários jornalistas.
Apesar do contexto adverso, reconheceu que o ano evidenciou “a coragem, o rigor e o elevado sentido de missão” da classe jornalística em Cabo Verde.
A associação manifestou “preocupação e tristeza” perante decisões administrativas recentemente tornadas públicas no seio da comunicação social pública, que resultaram na aplicação de sanções disciplinares a responsáveis editoriais.
Conforme explicou, estas decisões decorreram de deliberações regulatórias que confirmaram interferências ilegítimas nos conteúdos editoriais, configurando “actos de represália e um grave ataque” à liberdade de imprensa e à independência editorial.
O sindicato reforçou que continua a exigir a intervenção das entidades competentes e “expressa total solidariedade” aos profissionais alvo de pressões, perseguições ou tentativas de silenciamento.
No mesmo contexto, repudiou de forma veemente declarações públicas que sugerem ou legitimam o recurso à violência como forma de condicionar o exercício do jornalismo, classificando-as como graves, irresponsáveis e incompatíveis com os princípios democráticos e com o Estado de Direito.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver