RETROSPECTIVA CULTURA 2025: UM ANO DE AFIRMAÇÃO DA CULTURA CABO-VERDIANA

Em 2025, a cultura cabo‑verdiana viveu um ano repleto de eventos populares, festivais e atividades literárias, projetando a identidade artística do país dentro e fora das fronteiras. Entre a euforia do Carnaval, encontros de literatura, festivais musicais e a homenagem a Romeu di Lurdis, a cultura mostrou‑se viva, diversa e profundamente enraizada na tradição e contemporaneidade cabo‑verdianas.

O ano cultural abriu com uma das maiores manifestações populares de Cabo Verde: o Carnaval 2025, celebrado de norte a sul do país, com especial destaque para as cidades da Praia e de Mindelo, onde a festa mobilizou milhares de foliões e turistas.

Na Praia, o grupo Vindos d’África conquistou o título de campeão.

No Carnaval de São Vicente, a competição entre os grupos foi descrita como uma das mais equilibradas dos últimos anos, com os jurados a enfrentarem uma tarefa difícil diante da qualidade, cor e brilho das performances das escolas de samba locais.

Em junho, Cabo Verde celebrou a sua cultura além‑mar, sendo escolhido como país convidado da 21ª edição do Festival MED, em Loulé, Portugal. A programação incluiu música, gastronomia e expressões artísticas que mostraram a diversidade cultural cabo‑verdiana para um público internacional.

O tema da literatura ganhou nova centralidade no mês de junho com a 7ª edição do Festival de Literatura‑Mundo do Sal, que combinou debates, recitais e reflexões sobre identidade e história, reunindo participantes de várias partes do espaço lusófono.”

O calendário de verão ficou ainda marcado por festivais musicais como o Mindel Summer Jazz, que na sua 13ª edição celebrou os 50 anos da independência.

Mas 2025 também foi ano de despedida. Em outubro, a nação cabo‑verdiana chorou a morte do músico, compositor e ativista social Romeu di Lurdis, aos 36 anos, enquanto se preparava para um concerto em Lisboa. Reconhecido pelo seu compromisso com causas sociais e pela música profundamente ligada à identidade nacional cabo‑verdiana.

Cabo Verde participou, pela primeira vez, no Miss Universo com a candidata Prissy Gomes, que enfrentou críticas nas redes sociais e ciberbullying.

O Atlantic Music Expo, na 11.ª edição, reuniu 23 artistas e foi destacado pelo director-geral Benito Lopes pelo impacto cultural e energia positiva junto da população.

O Kriol Jazz Festival, em Abril, realizou a 14.ª edição com um cartaz de elevado nível musical, apesar de desafios financeiros.

Nos prémios e música, os CVMA 2025 introduziram duas categorias novas, com destaque para Hélio Batalha, vencedor em três categorias. O rei do funaná, Zeca Nha Reinalda, lançou álbum comemorativo dos 50 anos de carreira.

No património, o IPC avançou com intervenções arqueológicas na Cidade Velha, valorização de faróis e requalificação urbana, incluindo o Farol Dona Maria Pia elevado a Património Cultural Nacional.

O Campo de Concentração do Tarrafal prepara candidatura à Lista do Património Mundial da UNESCO, com avaliação preliminar positiva.

Internacionalmente, Cabo Verde esteve presente na 38.ª Feira Internacional de Artesanato, na Índia, e Tutu Sousa marcou presença na View Fashion Week, em Dubai.

Foram aprovados o Estatuto dos Artistas e a Lei do Profissional Criador e Produtor de Arte e Cultura, garantindo reconhecimento, protecção social e profissional aos agentes culturais.

Entre festas populares, encontros culturais, festivais internacionais e homenagens emocionadas, 2025 consolidou‑se como um ano de afirmação e diversidade para a cultura de Cabo Verde.

Redação Tiver

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