Em 2025, o setor da saúde em Cabo Verde enfrentou diferentes desafios e registou alguns marcos relevantes. A resposta à tempestade Erin, as ameaças de greve dos médicos, a certificação do país livre do sarampo e da rubéola, assim como os casos de paludismo, marcaram o ano, exigindo ações rápidas e ajustes institucionais em todo o país.
Ao longo do ano, a área da saúde ganhou centralidade na agenda nacional, com impacto transversal em outras áreas sociais e económicas. O período ficou igualmente marcado por tensões no setor, com ameaças de greve por parte dos médicos, associadas a reivindicações relacionadas com condições de trabalho, valorização profissional e progressão na carreira. Com a pressão dos sindicatos, o Ministério da saúde viu-se obrigado a cumprir com os compromissos assumidos para evitar a greve geral.
Segundo a diretora nacional da saúde, a tempestade erin provocou danos em algumas estruturas de saúde, obrigando à reestruturação do atendimento em determinadas unidades. E em resposta, Segundo a mesma fonte, foram reforçados os planos de preparação e resposta, incluindo o apoio ao pessoal deslocado durante o período mais crítico, assegurando a continuidade dos serviços essenciais.
No domínio da saúde pública, a presidente do INSP, adiantou que 2025 ficou assinalado pela certificação de Cabo Verde como país livre do sarampo e da rubéola e a vigilância epidemiológica manteve-se como prioridade, nomeadamente para assegurar a certificação do país como livre do paludismo, apesar do registo de 146 casos.
Sobre os casos de HIV, Cabo Verde registou no primeiro trimestre deste ano 172 novos casos de infeção e a cidade da Praia continua com maior taxa de prevalência.
O ano encerrou com a conclusão do dossiê para a implementação do primeiro transplante em Cabo Verde. No plano financeiro, o Orçamento do Estado destinado à saúde para 2026 aumentou para 11%. Para o próximo ano, o foco passa pela consolidação dos ganhos alcançados e pelo reforço da investigação ciêntifica.
Redação Tiver