EXPORTAÇÕES LUSÓFONAS PARA A CHINA CAEM 4% ATÉ NOVEMBRO

As exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram 4% nos primeiros 11 meses de 2025, em comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados oficiais. De acordo com informação dos Serviços de Alfândega da China, entre janeiro e novembro o bloco lusófono vendeu mercadorias no valor de 80,5 mil milhões de dólares para o mercado chinês.

As exportações dos países de língua portuguesa para a China caíram para o valor mais baixo desde 2020 nos primeiros 11 meses do ano, sobretudo devido à redução das vendas do Brasil (-2,7%) e de Angola (-10,8%). Portugal também registou uma quebra de 7,7%. Seis dos nove países lusófonos exportaram menos, com exceções como Timor-Leste, cujas vendas dispararam, e aumentos modestos em São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau.

Em sentido contrário, as exportações chinesas para o bloco lusófono cresceram 2,2%, atingindo um máximo histórico, com o Brasil a manter-se como maior comprador, apesar de ligeira queda, e Portugal a aumentar as importações em 19%. Ainda assim, a China manteve um défice comercial de 44,3 mil milhões de dólares com o bloco. No total, as trocas comerciais China–países lusófonos recuaram 1,7%, para 205,2 mil milhões de dólares.

No conjunto, os dados do Fórum de Macau evidenciam um abrandamento das exportações lusófonas para a China, contrastando com o dinamismo das vendas chinesas, o que reforça o desequilíbrio comercial entre as duas partes e sublinha a forte dependência do bloco lusófono de poucos mercados e produtos.

Fonte: Expresso das ilhas // Redação Tiver

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