Em continuidade às mensagens de cumprimentos de Ano Novo, o Presidente da República, José Maria Neves, recebeu hoje o cardeal Dom Arlindo Furtado, em representação da Igreja Católica de Cabo Verde. O cardeal afirmou que a Igreja assim como as outras confissões religiosas, desempenha um papel muito importante para o país.
Em declarações à imprensa, Dom Arlindo Furtado foi questionado sobre os temas abordados no encontro com o Chefe de Estado. O cardeal respondeu que a conversa incidiu, entre outros assuntos, sobre as duas eleições previstas para 2026, sublinhando que os períodos de campanha eleitoral são, por vezes, marcados por alguma crispação, o que exige responsabilidade e maturidade de todos os intervenientes.
A mesma fonte sublinhou que, embora as pessoas sejam diferentes, todos fazemos parte do mesmo país e da mesma humanidade, defendendo que cada um beneficia dos valores que recebe dos outros. Acrescentou ainda que somos todos humanos, cada um com a sua forma de pensar, o que exige respeito mútuo, diálogo e convivência pacífica.
As declarações do Papa Leão XIV, que se referiram a ataques “especialmente graves” na Ucrânia e à necessidade de cultivar o diálogo e a paz no Irão e na Síria, foram consideradas por Dom Arlindo Furtado como uma chamada à reflexão sobre a cooperação e o respeito entre os povos.
“Nós temos a nossa maneira de pensar e devemos ter a possibilidade de partilhar o nosso pensamento com os outros”, asseverou, afirmando que ninguém tem direito de impedir o outro de expressar o que pensa.
Dom Arlindo Furtado lembrou que a busca pela verdade e pelo entendimento mútuo é fundamental não apenas nas relações internacionais, mas também na convivência diária, promovendo valores de fraternidade, justiça e colaboração entre todos.
No domingo, dia 11, da janela do Palácio Apostólico, no Vaticano, Leão XIV lembrou, após a oração do Angelus, que na Ucrânia “estão a ocorrer novos ataques especialmente graves, dirigidos sobretudo às infra-estruturas energéticas, precisamente quando o frio se torna mais intenso”, afectando “gravemente” a população civil.
Leão XIV exortou ainda ao cultivo, “com paciência, o diálogo e a paz” no Irão e na Síria, países onde “as tensões persistentes estão a causar a morte de muitas pessoas”, após os protestos contra o regime dos aiatolas.
Por fim, agradeceu ao Presidente da República pela iniciativa de convidar as entidades, personalidades e instituições que representam o país.
Redação Tiver