AUSTELINO CORREIA DESTACA LUTA HISTÓRICA E CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA 

O presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, afirmou que a história de Cabo Verde é marcada por uma luta permanente contra a dominação e a imposição cultural, conduzida por um povo que sempre defendeu a sua identidade e dignidade. A intervenção foi feita durante a sessão solene comemorativa do Dia da Liberdade e da Democracia, assinalado a 13 de janeiro.

Na sua declaração, Austelino Correia sublinhou que a independência nacional, conquistada a 5 de julho de 1975, foi resultado do esforço coletivo dos cabo-verdianos no país e na diáspora, alimentando grandes esperanças e expectativas de um futuro melhor. 

Contudo, recordou que a instalação do Estado independente não coincidiu de imediato com a democracia pluralista, tendo o país vivido um período de partido único, com restrições às liberdades fundamentais.

Segundo o presidente da Assembleia Nacional, esse contexto gerou descontentamento e desilusão em vários setores da sociedade, levando ao surgimento de movimentos e posicionamentos críticos que reivindicavam abertura política e maior participação democrática. 

Os acontecimentos internacionais de 1989 e as crises nos regimes do leste europeu também contribuíram para a reflexão interna e para a decisão de avançar com a abertura política.

Austelino Correia destacou que o processo culminou na realização das primeiras eleições legislativas pluripartidárias, a 13 de janeiro de 1991, das quais saiu vitorioso o MpD, expressando de forma inequívoca a vontade popular de mudança de regime. 

Pela primeira vez, os cabo-verdianos puderam escolher livremente os seus representantes, criando as condições para a aprovação de uma nova Constituição.

Para o presidente da Assembleia Nacional, o 13 de janeiro de 1991 representa um marco decisivo do ciclo histórico nacional, ao conjugar a soberania conquistada com a democracia e as liberdades fundamentais. 

Na ocasião, rendeu homenagem à coragem do povo cabo-verdiano, à maturidade democrática demonstrada e à responsabilidade coletiva de governar e viver em liberdade e democracia.

Redação Tiver 

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