A recente alteração da lei de imigração dos Estados Unidos da América (EUA) está a preocupar a Associação Cabo-verdiana de Brockton, que apelou aos cabo-verdianos a repensarem a emigração e investir na terra natal como garantia de futuro. O director executivo desta associação, Carlos Silva, lamentou a nova exigência de caução para a obtenção de vistos de turismo ou negócios, que pode chegar até 15 mil dólares, mediante avaliação consular.
Segundo o diretor executivo, trata-se de um montante inacessível para muitas famílias cabo-verdianas que costumavam viajar para os Estados Unidos para turismo ou pequenos negócios, daí temer que isso possa provocar redução significativa das viagens, com impacto directo na economia de Cabo Verde.
Em relação à suspensão de vistos de imigrantes, sublinhou que grande parte dos cabo-verdianos tem “sonho americano” e que isso vai quebrar um pouco a ansiedade dos que aguardam processos de imigração.
Para além disso, o responsável manifestou também preocupação com a persistência de polícias de emigração que continuam a inspeccionar pessoas indocumentadas.
Neste contexto, apelou aos cabo-verdianos a repensarem a emigração e investir em Cabo Verde como garantia de futuro, defendendo, ainda, que o arquipélago deve preparar melhor os seus cidadãos para a emigração.
Carlos Silva afirmou que cerca de 80% dos cabo-verdianos que entram nos EUA acabam por permanecer além do tempo autorizado, o que contribuiu, conforme disse, para a alteração da política migratória dos EUA.
Entretanto, a associação se colocou à disposição para orientar a comunidade, em especial às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver