O primeiro-ministro inaugurou ontem o Centro de Saúde de Palmeira, na ilha do Sal, sublinhando que a nova infraestrutura concretiza um compromisso do Governo com a localidade, com a ilha e com o reforço do Sistema Nacional de Saúde.
O Centro de Saúde de Palmeira, orçado em cerca de 38 milhões de escudos cabo-verdianos, vem reforçar a capacidade de resposta em cuidados primários à população local e às zonas adjacentes. A infraestrutura conta com sala de espera, consultórios médicos, sala de enfermagem, sala de procedimentos, planeamento materno-infantil e vacinação, aerossol, serviços administrativos, instalações sanitárias, refeitório, sala de reuniões, bem como áreas de esterilização e depósito de materiais.
Ulisses Correia e Silva realçou a importância estratégica do reforço dos cuidados primários, considerando-os “super importantes” antes do recurso aos hospitais, e salientou que o centro permitirá ampliar a resposta do sistema e consolidar a vigilância sanitária numa área estratégica para o país.
Entre as valências destacadas figuram a promoção da saúde, prevenção da doença, acompanhamento de patologias crónicas, saúde materno-infantil, vacinação, educação para estilos de vida saudáveis e vigilância epidemiológica contínua.
Segundo o primeiro-ministro, o objetivo é antecipar riscos, reduzir vulnerabilidades e proteger a população, frisando que a proteção da saúde pública tem impacto direto na vida das pessoas, na estabilidade social e na economia da ilha, em particular no setor do turismo.
Na ocasião, Ulisses Correia e Silva abordou também recentes notícias internacionais que associam casos isolados de infeção por Shigella a Cabo Verde e à ilha do Sal, classificando como “irresponsável” a criação de alarme sem base científica. Garantiu que não existem casos autóctones confirmados nem qualquer alteração do quadro epidemiológico nacional.
O chefe do Governo recordou ainda a resposta de Cabo Verde à pandemia da Covid-19 e reiterou o compromisso de continuar a investir na saúde, considerada fundamental para os cidadãos e para a economia, reforçando a confiança no sistema nacional de saúde e a segurança sanitária numa ilha aberta ao mundo como o Sal.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver