A ONU apelou às autoridades líbias, tanto ao executivo em Tripoli, como ao governo paralelo, para aprovarem “reformas urgentes” destinadas a proteger a dignidade de migrantes e refugiados que enfrentam “violações graves” na Líbia.
Os migrantes, refugiados e requerentes de asilo são vítimas de violações sistemáticas” cometidas “com total impunidade”, indica um relatório da Missão de Apoio das Nações Unidas na Líbia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos .
O documento denuncia “um modelo de exploração” assente numa “vulnerabilidade acrescida” destas pessoas, que se tornou “uma prática corrente, uma realidade brutal e normalizada”.
O relatório da ONU, que traça um quadro sombrio das condições de vida, identificou “quatro tipos de abusos sistematicamente observados e documentados”.
Os migrantes são vítimas de “interceções ilegais e perigosas no mar”, “expulsões coletivas e devoluções”, “exploração e violência sexual e baseada no género”, “detenções e prisões arbitrárias, desaparecimentos forçados, tortura e maus-tratos” e “discriminação”.
As pessoas “detidas arbitrariamente em centros de detenção oficiais e não oficiais” – cerca de 40 locais – devem ser “libertadas imediatamente”, exortaram as duas agências da ONU.
Segundo as mesmas fontes, no final de 2025, cerca de 5.000 pessoas estavam detidas em centros “oficiais” designados DCIM, embora o número real seja muito mais elevado, referem várias organizações não-governamentais.
Em meados de 2024, o Portal de Dados sobre Migrações, gerido pela Organização Internacional para as Migrações (OIM), contabilizava cerca de 900.000 migrantes e refugiados na Líbia.
Fonte: Noticias ao Minuto