ONU ALERTA QUE SOLUÇÃO DE DOIS ESTADOS ESTÁ A SER DESTRUÍDA

O secretário-geral das Nações Unidas deplorou hoje que a solução de dois Estados para o conflito israelo-palestiniano esteja a ser “destruída em plena luz do dia” e defendeu que “a comunidade internacional não pode permitir que isso aconteça”.

A trajetória atual é clara, evidente e propositada: a solução de dois Estados está a ser destruída em plena luz do dia. A comunidade internacional não pode permitir que isso aconteça”, declarou António Guterres, durante a sua intervenção na abertura da 61.ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que decorre entre hoje e 31 de março em Genebra, Suíça.

Numa intervenção durante a qual denunciou que os direitos humanos “estão sob ataque em grande escala em todo o mundo”, levado a cabo “por aqueles que detêm o maior poder” e, por vezes, até “com orgulho”, Guterres lembrou que, já este mês, teve oportunidade de se dirigir ao Comité para o Exercício dos Direitos Inalienáveis do Povo Palestiniano sobre “violações flagrantes dos direitos humanos, da dignidade humana e do direito internacional no Território Palestiniano Ocupado”.

Sensivelmente à mesma hora a que o secretário-geral se dirigia ao Conselho de Direitos Humanos, o ministro do Património israelita, Amichay Eliyahu, hasteou hoje pela primeira vez a bandeira de Israel no Monte Sartaba, Cisjordânia, declarando que o enclave palestiniano está a ser reconquistado.

Nas últimas semanas, o Governo aprovou várias medidas sem precedentes na Cisjordânia, incluindo a permissão para que o Estado de Israel registe como terras israelitas zonas da “Área C”, onde vivem entre 150 mil a 300 mil cidadãos palestinianos.

Neste sentido, várias organizações não-governamentais de Israel alertaram que quanto maior for o registo de território palestiniano como propriedade do Estado israelita, maior será a aplicação da soberania em questões de segurança assim como a expansão dos colonatos.

Para os defensores dos direitos humanos de Israel, as medidas governamentais vão reduzir ainda mais a mobilidade e a capacidade de os cidadãos palestinianos permanecerem na Cisjordânia.

Fonte: Noticias ao Minuto

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