Cabo Verde e União Europeia assinaram hoje, na Praia, um memorando de entendimento com a Expertise France e o Projecto SEACOP, fortalecendo a cooperação no combate ao narcotráfico por via marítima e na segurança do Atlântico.
O memorando foi rubricado pelo director nacional da Polícia Judiciária, Manuel da Lomba, pelo director do Projecto SEACOP, Dominique Bucas, e pela embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sylvie Millot, no âmbito de uma parceria que envolve também o Governo de Cabo Verde e a Expertise France.
O director do Projecto SEACOP, Dominique Bucas, foi conciso ao afirmar a dimensão estratégica do acordo e o papel geoestratégico do arquipélago, considerando Cabo Verde como “uma ponte, um vínculo entre a África e a América Latina”.
Segundo aquele responsável, “este memorando sublinha a importância de colaborarmos com a União Europeia e com os nossos amigos da África e da América Latina” e reforçará nos próximos anos o combate à criminalidade marítima, sobretudo ao tráfico de drogas.
O mesmo alertou ainda para o aumento dos fluxos ilícitos entre a América Latina e a África e defendeu a união de esforços entre polícia, alfândegas e guardas-costeiras para uma resposta “contundente” a este fenómeno.
Por sua vez, a embaixadora da União Europeia, Sylvie Millot, considerou a assinatura do memorando “mais uma prova do compromisso da União Europeia de acompanhar o Governo de Cabo Verde nas actividades de segurança, particularmente na segurança marítima”.
A embaixadora salientou que a cooperação bilateral é “excelente e dinâmica” e que a luta contra o tráfico de drogas é uma prioridade partilhada, reforçando o empenho europeu em apoiar Cabo Verde e a região.
Millot sublinhou que, além do SEACOP, existem outros projectos regionais e investimentos no sector da economia azul, defendendo que portos seguros e modernos são essenciais para a segurança e desenvolvimento económico.
O director da Polícia judiciária, Manuel da Lomba, enfatizou que o mar de Cabo Verde é fonte de riqueza, mas também é utilizado para tráfico de drogas, armas, pessoas, contrabando de imigrantes e pescas ilegais e que se pretende que seja “mar seguro”.
O mesmo defendeu que a gestão portuária deve ir além da dimensão económica e apontou a formação e partilha de conhecimento, reforçadas no seminário de 24 a 26 de Fevereiro, como instrumentos essenciais para fortalecer as instituições nacionais.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver