Cabo Verde vai atualizar os planos de contingência dos aeroportos e portos do arquipélago para incorporar riscos emergentes, como pandemias, eventos climáticos extremos e agentes químicos, biológicos ou radioativos. O anuncio foi feito pelo governo.
A revisão para o período 2026-2035 será realizada “no âmbito do Programa de Segurança Sanitária para a África Ocidental e Central, financiado pelo Banco Mundial e pelo Fundo Pandémico” e que atribuiu 29 milhões de dólares ao arquipélago para diversas iniciativas.
O objetivo do programa é “reforçar a vigilância, fortalecer a capacidade laboratorial e promover a coordenação multissetorial”, explicou o Ministério da Saúde.
Cabo Verde tem cada vez mais ligações aéreas com a Europa, acolhendo mais de um milhão de hóspedes estrangeiros por ano.
Os planos de contingência levam em conta o facto de o transporte aéreo e marítimo ser “pilar fundamental para o desenvolvimento económico e social, mas ampliando riscos de disseminação de doenças infecciosas”.
O processo de revisão dos planos está na fase de recrutamento de consultores e deverá estar concluído até final do primeiro semestre.
Cabo Verde tem quatro aeroportos internacionais (ilhas da Boa Vista, Sal, Santiago, São Vicente) e outros três dedicados a voos domésticos (ilhas do Fogo, Maio e São Nicolau).
Todas as nove ilhas habitadas têm portos ou cais para transportes marítimos domésticos e algumas recebem navios cruzeiros no âmbito de programas turísticos.
Fonte: Lusa // Redação Tiver