O Sudão acusou a Etiópia de permitir o lançamento de drones a partir do seu território para realizar ataques em fevereiro e março. Esta é a primeira vez que Cartum acusa diretamente o país vizinho de envolvimento na guerra civil que já dura há três anos.
A declaração do Ministério das Relações Exteriores do Sudão, é o mais recente sinal de que um dos conflitos mais mortais do mundo entre o exército e as Forças de Apoio Rápido (RSF) está atraindo potências regionais da África e de outros continentes.
Um porta-voz do gabinete do primeiro-ministro etíope não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O exército sudanês está em conflito com as Forças de Apoio Rápido (RSF), um grupo paramilitar que ameaça fragmentar o país e já obrigou milhões de pessoas a fugir de suas casas.
A declaração não especificou onde os supostos ataques ocorreram, mas o estado do Nilo Azul, no sudeste do país, que faz fronteira com a Etiópia, registrou pequenos confrontos e ataques com drones nas últimas semanas, segundo testemunhas oculares.
Os alegados ataques com drones representam “uma violação flagrante da soberania sudanesa e um ato direto de agressão contra o Estado sudanês”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores em comunicado.
As Forças de Apoio Rápido (RSF) controlam a região de Darfur, no oeste do Sudão, enquanto o exército mantém o controle da metade leste do país. Os dois lados também estão em conflito pela região de Kordofan, que fica entre suas zonas de controle.
Fonte: Reuters