NOVA CENTRAL DE OXIGÉNIO GARANTE POUPANÇA ANUAL DE MAIS DE 120 MIL CONTOS  

A nova central de produção de oxigénio do Hospital Universitário Agostinho Neto (HUAN) vai garantir autonomia no abastecimento, reforçar a segurança sanitária e proporcionar uma poupança anual superior a 120 mil contos, anunciou hoje o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia.

Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração da infra-estrutura na capital, o governante sublinhou que o investimento de sete milhões de euros (aproximadamente 770 mil contos) representa um ganho estratégico para o sistema nacional de saúde, sobretudo no reforço da capacidade de resposta hospitalar e na garantia de qualidade dos cuidados prestados.

“O mais importante é que o serviço tenha qualidade, que uma fábrica de produção de oxigénio permita autonomia para o hospital, mas segurança para os pacientes e para os gestores”, afirmou Olavo Correia, destacando a modernização do sistema que agora permite a ligação directa do gás medicinal à cabeceira dos pacientes.

Segundo o governante, a central enquadra-se num conjunto de investimentos estruturantes que o executivo tem vindo a realizar na saúde, nomeadamente ao nível dos recursos humanos, regularização de vínculos precários, implementação dos Planos de Cargos, Funções e Remunerações (PCFR), formação contínua, construção e requalificação de infraestruturas, além da aquisição de equipamentos de diagnóstico.

O também ministro das Finanças e da Economia Digital destacou ainda que o Orçamento do Estado para a saúde representa cerca de 4% do Produto Interno Bruto (PIB) e mais de 13% do orçamento global, traduzindo, conforme disse, “um esforço enorme” para garantir um serviço de qualidade.

“É muito dinheiro de poupança anual, mas mais do que a poupança é a segurança nos cuidados. A vida não tem preço e esta segurança ao nível da proteção do oxigénio medicinal vai para além das implicações financeiras”, realçou.

Olavo Correia recordou que a experiência da pandemia de covid-19 evidenciou a vulnerabilidade do setor, defendendo que a capacidade de produção instalada na ilha de Santiago, a par da existente em São Vicente, reforça a segurança sanitária nacional.

O governante adiantou que, a partir da Praia, será possível abastecer outras estruturas de saúde do país, sublinhando que a racionalização de recursos é fundamental, não se justificando a instalação de uma fábrica em cada município ou ilha.

“Segurança sanitária e cuidados de saúde de excelência vão permitir transportar Cabo Verde para outro patamar de desenvolvimento numa década”, declarou, acrescentando que o executivo continuará a garantir suporte financeiro e reforço da governança do sector.

O vice-primeiro-ministro manifestou, por outro lado, a satisfação com o apoio do Fundo Global e com o desempenho de técnicos nacionais envolvidos na gestão do sistema, considerando que o projecto demonstra a capacidade do país em assegurar soluções sustentáveis e de elevado impacto para a proteção da vida e melhoria dos cuidados de saúde.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *