CV E NAÇÕES UNIDAS ASSINAM PLANO DE TRABALHO PARA 2026  

Cabo Verde e as Nações Unidas formalizaram hoje, na Praia, o Plano de Trabalho Conjunto para o ano de 2026, um acordo avaliado em 20,3 milhões de dólares focado na aceleração da transformação digital e da economia azul.

O documento foi assinado durante a primeira Reunião Anual do Comité de Pilotagem, no âmbito do Quadro de Cooperação UNCF 2023-2027, e prevê que as iniciativas alcancem todas as ilhas e comunidades do arquipélago, com especial atenção à territorialização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Patrícia Portela de Souza, reafirmou, na ocasião, o compromisso da organização em apoiar a modernização dos sistemas públicos e o fortalecimento das capacidades tecnológicas das instituições, alinhando o país com o Pacto Global Digital adoptado pela ONU.

Segundo a responsável, a cooperação entre Cabo Verde e a ONU em 2026 concentrar-se-á na transformação digital, na economia azul e no desenvolvimento local, com o objectivo de acelerar o progresso rumo aos ODS.

Patrícia Portela de Souza destacou ainda a importância de aproveitar sinergias entre as áreas estratégicas do actual quadro de cooperação e de reforçar o trabalho conjunto com parceiros de desenvolvimento, privilegiando iniciativas de maior impacto e com presença em todas as ilhas.

A diplomata lembrou que 2026 será o penúltimo ano do actual ciclo de cooperação entre Cabo Verde e a ONU e que o período será dedicado a integrar, acelerar e transformar iniciativas, com especial atenção à modernização dos sistemas públicos, digitalização de serviços essenciais e fortalecimento das capacidades tecnológicas das instituições e da população.

Este eixo, acrescentou, está alinhado com o Pacto Global Digital, integrado no Pacto para o Futuro adoptado pelos Estados-membros da ONU em 2024.

No domínio da economia azul, considerada um motor estratégico para o arquipélago, a diplomata revelou que cerca de 35% a 40% do orçamento total será canalizado para este sector.

Apesar dos investimentos, Patrícia Portela de Souza reconheceu, que persistem desafios como a vulnerabilidade às alterações climáticas e a necessidade de financiamento para empreendedores marítimos, apontando a plataforma Blue Axe como uma das respostas conjuntas.

Relativamente ao desenvolvimento local e à territorialização dos ODS, destacou o envolvimento activo dos 22 municípios do país através do Programa Conjunto de Desenvolvimento Local, apoiado pelo Luxemburgo.

Por seu turno, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, José Luís do Livramento, sublinhou que, do montante global de 20,3 milhões de dólares, cerca de 14,6 milhões já se encontram mobilizados.

O governante destacou que o plano resulta de um processo participativo envolvendo municípios, sociedade civil e sector privado, lembrando que 2026 será um ano crucial, não apenas por ser o penúltimo do actual ciclo de cooperação, mas também por coincidir com importantes decisões políticas para o reforço da democracia cabo-verdiana.

José Luís do Livramento aproveitou a ocasião para agradecer às Nações Unidas e aos parceiros de desenvolvimento pelo apoio contínuo às iniciativas mobilizadas pelo sistema das Nações Unidas, em articulação com as instituições nacionais e a sociedade civil.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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