PRAIA: BOMBEIROS PROTESTAM CONTRA CONDIÇÕES PRECÁRIAS

Os Bombeiros Municipais da Praia iniciaram hoje uma manifestação de cinco dias para denunciar as condições laborais “injuriosas e precárias” a que estão expostos, acusando a câmara municipal de falta de comprometimento no cumprimento dos acordos assinados.

Em declarações à imprensa, à margem do protesto, o representante da classe, Isaías de Melo, descreveu a situação actual como “lamentável”, sublinhando que, após mais de 20 anos de serviço, as expectativas de melhoria na carreira nunca foram concretizadas.

“As condições laborais têm-se agravado. Temos um acordo assinado desde 2023 que até hoje não foi cumprido. Temos uma corporação pequena que não está a ser suficiente para responder à demanda da cidade da Praia”, afirmou o porta-voz, reforçando que o objectivo da manifestação é exigir a progressão e promoção na carreira, o subsídio de risco e a melhoria dos equipamentos.

Isaías de Melo denunciou ainda a situação de um grupo de bombeiros que, após três anos de formação pela autarquia, aguarda a regularização do vínculo, trabalhando “praticamente como voluntários”.

A carência de viaturas de combate a incêndio e de equipamentos de proteção individual (EPI) foi igualmente apontada como um factor crítico que coloca em risco a vida dos operacionais no terreno.

“Vamos para o terreno correndo riscos e temos de nos desdobrar para responder à população, mesmo com poucas condições laborais”, indicou, apelando à atenção das autoridades.

Por sua vez, o vice-presidente do Sindicato da Indústria Geral, Alimentação, Construção Civil e Serviços (SIACSA), Davidson Lima, afirmou que a manifestação foi “forçada pela própria Câmara Municipal da Praia”, que tem pleno conhecimento do caderno reivindicativo.

“O que está em causa é o caderno reivindicativo dos bombeiros, nomeadamente a promoção na carreira profissional vencida desde Março de 2022 e a deste ano”, apontou Davidson Lima, reforçando que estão pendentes duas progressões na categoria.

Davidson Lima reforçou ainda que os bombeiros carecem de equipamentos de protecção individual e denunciou a ausência de seguros de acidentes de trabalho e de vida, que, como sublinhou, são de carácter obrigatório.

A manifestação pacífica iniciada hoje tem a duração prevista de cinco dias, mas a classe garante que, caso as reivindicações não sejam atendidas, avançará para uma greve.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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