Cabo Verde assinou hoje um protocolo com o Instituto Global de Diplomacia Tecnológica (IGDT), tornando-se o segundo país africano a institucionalizar a diplomacia tecnológica no Governo e a reforçar a participação nos debates globais sobre tecnologia.
A assinatura do protocolo de cooperação com o IGDT na cidade da Praia marca um novo passo na estratégia nacional de transformação digital, permitindo ao país integrar uma rede internacional dedicada à promoção da diplomacia tecnológica.
Com este acordo, o país passa a ser o segundo em África a institucionalizar a diplomacia tecnológica no seio do Governo.
Durante a cerimónia, a presidente do IGDT, Ayumi Moore Aoki, disse que a decisão demonstra a ambição de Cabo Verde em ter uma voz activa na definição das regras do mundo digital.
Segundo Ayumi Aoki, num contexto em que tecnologias como inteligência artificial, cibersegurança e soberania de dados estão a redefinir as relações internacionais, a criação de mecanismos de diplomacia tecnológica permite aos países participarem de forma activa nas decisões globais.
Aquela responsável frisou ainda que Cabo Verde tem sido reconhecido em África pela estabilidade institucional, pela boa governação digital e pelo desenvolvimento das infra-estruturas públicas digitais.
Entre os exemplos, apontou o Tech Park Cabo Verde, considerado um dos pilares da estratégia digital do país, com infra-estruturas destinadas a centros de dados, inovação e tecnologias de informação.
Por sua vez, o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças e da Economia Digital, Olavo Correia, considerou que a integração no IGDT constitui um passo “importante”! para o futuro do país.
Segundo o governante, o Executivo pretende transformar Cabo Verde numa nação digital, com serviços públicos digitais integrados, maior aposta no comércio electrónico, nos pagamentos digitais e na interoperabilidade entre instituições do Estado.
Olavo Correia sublinhou ainda que, para um pequeno estado insular como Cabo Verde, o digital representa uma oportunidade para ultrapassar limitações geográficas, conectar o país ao mundo e criar novas oportunidades económicas.
O governante salientou também a importância do envolvimento das “startups” e dos jovens na construção do ecossistema tecnológico nacional, com vista à criação de empregos qualificados e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas exportáveis.
Com a integração no Instituto Global de Diplomacia Tecnológica, Cabo Verde passará também a participar em iniciativas internacionais sobre o tema, incluindo o Tech Diplomacy African Symposium, previsto para Abril na África do Sul, e o Fórum Global Anual do instituto, que terá lugar em Julho na sede da Unesco, em Paris.
A iniciativa enquadra-se na estratégia do Governo de posicionar Cabo Verde como uma referência regional em inovação digital e de reforçar a sua presença nas discussões globais sobre o futuro da tecnologia.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver