Pelo menos nove pessoas foram mortas hoje em três ataques israelitas contra localidades do sul do Líbano, informou a agência de notícias oficial libanesa.
Israel considera esta região um bastião do movimento pró-Irão Hezbollah.
De acordo com a Agência Nacional de Informação (ANI), um ataque israelita causou pelo menos três mortos e 18 feridos na região de Nabatiyeh, e outro quatro mortos e um ferido em Aadloun, a sul da cidade de Sidon.
Um ataque israelita contra um apartamento no campo de refugiados de Mieh Mieh, também perto de Sidon, causou ainda dois mortos e quatro feridos, noticiou a ANI.
O exército israelita ordenou, além disso, aos habitantes de sete bairros da periferia sul de Beirute, outro reduto do Hezbollah, que abandonassem a área em antecipação a ações militares.
Desde que o Líbano foi arrastado para a guerra regional, a 02 de março, os ataques israelitas mataram mais de mil pessoas e causaram mais de um milhão de deslocados, de acordo com as autoridades.
O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou na terça-feira que as forças israelitas “estavam a operar no interior do território libanês para tomar uma linha de defesa avançada” até ao rio Litani, a cerca de 30 quilómetros da fronteira.
“As centenas de milhares de residentes do sul do Líbano que foram retirados para o norte não regressarão ao sul do Litani enquanto a segurança dos habitantes do norte [de Israel] não estiver garantida”, advertiu após uma mulher ter sido morta na terça-feira à noite por uma salva de foguetes disparados a partir do vizinho Líbano.
O Hezbollah anunciou que se opõe ao avanço das forças israelitas em localidades fronteiriças, reivindicando nomeadamente ataques na terça-feira contra soldados na aldeia de Al-Qaouzah, bem como no norte de Israel.
Depois de invadir o Líbano em 1982, Israel manteve uma zona tampão com 10 a 20 quilómetros de dist|ancia da fronteira, até à retirada total em 2000, sob os ataques do Hezbollah.
“A batalha contra o Hezbollah (…) está apenas a começar”, advertiu na segunda-feira a porta-voz do exército israelita, Ella Waweya.
Na madrugada de terça-feira, ataques israelitas já tinham matado cinco pessoas no sul do país e outras três numa zona residencial perto de Beirute, após incursões nos subúrbios do sul.
Beirute acusa os Guardas da Revolução do Irão de comandarem as operações do Hezbollah contra Israel e proibiu as atividades destes em território libanês.
Fonte: Notícias ao Minuto