As forças armadas da Síria relataram hoje um ataque com drones de grande escala, de madrugada, que atingiu várias das suas bases militares junto à fronteira com o Iraque, a leste.
Em comunicado, as autoridades de Damasco declararam estar a “avaliar as opções” de retaliação e afirmaram que vão “impedir qualquer agressão contra o território sírio”, acrescentando que a maioria dos drones inimigos foram abatidos.
No domingo, a Síria anunciou ter repelido um ataque de drones com origem no Iraque contra uma base americana em Qasrak, no nordeste do país.
O vice-ministro da Defesa sírio, Sipan Hamo, atribuiu a responsabilidade do ataque aéreo ao Iraque e exortou aquela nação vizinha a ” impedir a repetição de ataques que ameaçam” a “estabilidade”.
Já no sábado, o exército da Síria anunciara ter repelido um ataque semelhante, contra al-Tanf, uma base no sudeste do país, que anteriormente abrigava forças americanas.
A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.
Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.
A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.
Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.
Desde o início da guerra, há 27 dias, mais de 1.500 pessoas morreram no Irão, vítimas de bombardeamentos, incluindo o anterior ‘líder supremo’, Ali Khamenei, e outros dirigentes da cúpula iraniana.
Fonte: Notícias ao Minuto // Redação Tiver