O primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, disse hoje que com os novos agentes a Policia Nacional vai reforçar a sua presença na capital, nos bairros, e nas principais vias públicas, criando nas pessoas o sentimento de tranquilidade.
Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas depois de presidir à cerimónia de acolhimento de novos agentes da Polícia Nacional de 2.ª classe e de imposição de patentes a efectivos promovidos.
O governante sublinhou que o reforço desses efectivos visa aumentar a visibilidade policial, complementando instrumentos já existentes, como a videovigilância, centros de comando e patrulhamento.
Segundo afirmou, esta presença contribui também para o sentimento de tranquilidade da população.
“Depois a Praia precisa muito mais do que isto, precisa de uma forma estrutural garantir que as condições que muitas vezes geram a violência diária não possam germinar assim com tanta facilidade”, afirmou.
Ulisses Correia e Silva referiu, contudo, que a segurança não depende exclusivamente da acção policial.
Apontando factores estruturais que, no seu entender, influenciam a criminalidade, como ruído excessivo, actividades nocturnas prolongadas associadas ao consumo de álcool, bem como problemas ligados à droga, a insegurança e a delinquência juvenil.
Defendeu, por isso, uma abordagem integrada que envolva a própria sociedade e a organização dos espaços urbanos.
Questionado sobre o projecto Cidade Segura se fica somente na Praia ou se estende para outros concelhos do país, disse que vai ser alargado o programa ao concelho de Santa Catarina, do Tarrafal de Santiago, e Porto Novo em Santo Antão, bem como aumentar o número de pontos de videovigilância.
Sublinhou a necessidade de reforçar políticas de prevenção e reinserção social, de forma a reduzir a reincidência criminal e evitar o regresso de ex-reclusos à prática de crimes, enquadrando estas medidas numa estratégia de âmbito nacional.
Em representação dos recém-nomeados da Polícia Nacional, Sileiza Pinto afirmou que assumir a função policial é mais do que receber uma nomeação, sublinhando que é aceitar de forma “consciente e honrada” uma missão que exige dedicação, responsabilidade e profundo respeito pela sociedade.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver