LÍBANO ANUNCIA 14 MORTOS EM ATAQUES ISRAELITAS

As autoridades do Líbano anunciaram que ataques israelitas no sul do país fizeram hoje 14 mortos, o balanço diário mais elevado desde que o cessar-fogo entrou em vigor, há nove dias.

Israel e o movimento xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, acusaram-se mutuamente de violar o cessar-fogo e reivindicaram no domingo a autoria de novos ataques.

O Ministério da Saúde libanês anunciou ao fim do dia um balanço de 14 mortos em ataques israelitas no sul do país, precisando que duas mulheres e duas crianças estão entre as vítimas, além de 37 feridos.

Pelo menos 36 pessoas morreram em ataques aéreos israelitas no Líbano desde que o cessar-fogo entrou em vigor, a 17 de abril, segundo uma contagem da agência de notícias francesa, AFP, assente em dados divulgados pelo ministério.

Após novos apelos israelitas para a evacuação de setores do sul do país, a que se seguiram bombardeamentos, numerosos habitantes fugiram da região e estão encurralados em enormes congestionamentos em direção ao norte.

O Exército israelita, cujas tropas estão destacadas no sul do Líbano, reportou a morte de um soldado “durante os combates”, nos quais um oficial e mais cinco soldados ficaram feridos.

“As violações do Hezbollah estão efetivamente a minar o cessar-fogo”, declarou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, numa mensagem vídeo transmitida durante a reunião semanal do conselho de ministros.

“Faremos o que for necessário para repor a segurança”, assegurou.

O Hezbollah, por seu lado, afirmou que os seus combatentes visaram tropas e posições israelitas em “resposta legítima” às violações do cessar-fogo e aos ataques israelitas a aldeias libanesas e prometeu continuar “a retaliação”.

A 02 de março, o Líbano foi arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, quando o Hezbollah efetuou um ataque com morteiros a Israel, que a partir de então bombardeou intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com uma ofensiva terrestre, com artilharia e blindados.

Nos termos do cessar-fogo, Israel reserva-se o direito de continuar a atacar o movimento xiita para impedir ataques “planeados, iminentes ou em curso”.

Netanyahu sustentou que Israel está a agir “em conformidade com os acordos assinados com os Estados Unidos e também com o Líbano”.

“Tal implica liberdade de ação não só para retaliar aos ataques (…) como também para impedir ameaças”, argumentou.

O conflito fez, até agora, no Líbano, pelo menos 2.509 mortos e 7.775 feridos, e mais de um milhão de civis deslocados internamente, o que representa cerca de um quinto da população libanesa, na sequência de ordens de evacuação do sul do território emitidas pelo Exército israelita.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na quinta-feira uma prorrogação de três semanas do cessar-fogo no Líbano, após uma segunda reunião em Washington dos embaixadores israelita e libanês, destinada a iniciar conversações de paz diretas entre os dois países, um processo ao qual o Hezbollah se opõe.

Fonte: Notícias ao Minuto

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