As autoridades da Nigéria confirmaram que todas as 24 pessoas sequestradas num ataque perpetrado por homens armados contra um orfanato ilegal no estado de Kogi (centro-sul) foram libertadas, após o resgate das últimas nove que estavam em cativeiro.
“Após operações coordenadas e contínuas de busca e resgate, as tropas da 12.ª brigada do Exército nigeriano, agindo em nome e em apoio ao Governo do estado de Kogi e em colaboração com outras agências de segurança, resgataram com sucesso as vítimas restantes nas primeiras horas do dia 06 de maio”, afirmou o executivo regional, em comunicado publicado hoje pelos meios de comunicação locais.
As operações permitiram o resgate “sãos e salvos de cinco crianças, duas meninas e duas mulheres adultas na zona da floresta de Agbaja, na área do governo local de Lokoja”, indicou, precisando que, após recuperar a liberdade, as vítimas foram levadas para um centro médico militar.
“Continuaremos a fortalecer a nossa estrutura de segurança, intensificando a recolha de informações e fornecendo o apoio necessário aos nossos organismos de segurança para que ajam com rapidez e decisão”, declarou o governador de Kogi, Alhaji Ahmed Usman Ododo.
O rapto ocorreu na noite do passado dia 26 de abril, quando homens armados não identificados atacaram um orfanato ilegal na comunidade de Zariagi e sequestraram 23 alunos e a mulher do proprietário.
O governo de Kogi informou então que a instituição assaltada, identificada como Grupo Escolar Dahallukitab, operava “de forma ilegal” numa zona remota, não estando registada junto das autoridades.
As autoridades alertaram que o funcionamento de orfanatos, escolas e instituições similares em locais isolados e vulneráveis sem o devido registo “apresenta graves riscos” para a segurança.
No dia seguinte, as autoridades regionais confirmaram o resgate de um primeiro grupo de 15 vítimas.
Alguns estados da Nigéria, sobretudo do centro e noroeste, sofrem ataques constantes de “bandidos”, termo usado para designar criminosos que cometem assaltos e sequestros em massa para pedir resgates e que as autoridades por vezes classificam como “terroristas”.
A esta insegurança soma-se a atividade do grupo extremista Boko Haram desde 2009 no nordeste do país e, a partir de 2016, da sua cisão, o Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP, na sua sigla em inglês).
Fonte: Notícias ao Minuto