Um cidadão na ilha Brava acusou a Polícia Nacional de alegado abuso de autoridade durante uma operação de revista a um veículo no Porto da Furna, acusações que foram refutadas pelo comandante da esquadra policial local.
Em declarações à Inforpress, o munícipe António Varela relatou que um automóvel enviado da cidade da Praia chegou à Brava no dia 04 de Maio, sendo ele o responsável para receber o veículo.
Segundo o mesmo, ao chegar ao Porto da Furna encontrou o carro já fora do navio e alguns agentes da Polícia Nacional a efectuarem uma revista no interior da viatura sem a sua presença, situação que considerou ilegal.
“Cheguei ao Porto da Furna e encontrei os agentes com a porta do veículo aberta. Perguntei-lhes o que se estava a passar e disseram que estavam a fazer uma revista”, afirmou.
António Varela explicou ainda que os agentes não encontraram qualquer material ilegal no automóvel, mas verificaram a documentação guardada no porta-luvas e constataram que o veículo se encontrava sem inspecção e sem imposto de circulação actualizado.
Segundo o denunciante, o carro foi recentemente adquirido na cidade da Praia pelo proprietário, que actualmente reside nos Estados Unidos da América, tendo sido enviado para a ilha Brava para permanecer guardado numa garagem até à sua chegada ao país.
O cidadão alegou ainda que foi encaminhado para a esquadra policial, onde posteriormente lhe foi aplicada uma coima no valor de 10 mil escudos.
“Eu acho que esta situação foi ilegal, porque o carro não estava em andamento numa estrada, mas sim estacionado num local privado da Enapoor, aguardado a minha chegada, e, por isso, não entendi o motivo da coima”, declarou.
Contactado pela Inforpress, o comandante da esquadra da ilha Brava, subcomissário Aldino Silva, negou as acusações de que a revista tenha sido realizada sem a presença do responsável pelo veículo.
Segundo o responsável policial, todos os procedimentos foram efectuados na presença do denunciante, acrescentando que a corporação possui provas da actuação dos agentes.
Relativamente à coima aplicada, Aldino Silva afirmou que a medida foi correcta, uma vez que o veículo se encontrava sem inspeção e sem imposto de circulação desde Novembro de 2025.
O comandante acrescentou ainda que o automóvel não pertence a António Varela e informou que o proprietário já procedeu ao pagamento da referida coima.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver