ENFERMEIROS DEFENDEM MAIOR RIGOR E PROFISSIONALISMO NOS CUIDADOS DE SAÚDE

Profissionais de enfermagem defenderam hoje, na Cidade da Praia, maior rigor, precisão e profissionalismo no exercício da profissão, destacando tratar-se de uma área sensível que exige actuação cuidadosa e responsabilidade permanente.

Em declarações à Inforpress, no âmbito do Dia Internacional do Enfermeiro, assinalado esta segunda-feira, os profissionais sublinharam a importância da classe no sistema nacional de saúde e os desafios enfrentados diariamente no atendimento aos pacientes.

A enfermeira Jorzinda da Luz, que trabalha há cerca de seis anos no Hospital Universitário Agostinho Neto, na área de obstetrícia, afirmou que a enfermagem é uma profissão “dinâmica e sensível”, sobretudo devido às situações delicadas com que os profissionais se deparam no quotidiano.

Segundo explicou, a elevada procura dos serviços, principalmente por parte de jovens em idade fértil, exige atenção redobrada e elevado sentido de responsabilidade por parte dos profissionais.

Jorzinda da Luz considerou ainda que existe actualmente “muita exposição” em torno do sector da saúde, defendendo maior rigor técnico e profissionalismo para reforçar a confiança dos utentes.

“Qualquer descuido pode colocar em risco a vida de uma pessoa. É preciso trabalhar com profissionalismo para que as pessoas tenham boas experiências e confiança no serviço prestado”, afirmou.

Por sua vez, a enfermeira Vera Barros destacou o papel da enfermagem como “porta de entrada” dos pacientes nos serviços de saúde, indicando que a rapidez e precisão na intervenção podem determinar o desfecho clínico dos doentes.

Segundo disse, a escassez de profissionais no sistema nacional de saúde aumenta a pressão sobre os enfermeiros, que muitas vezes trabalham condicionados pelo factor tempo.

“A enfermagem tem muita procura e sabemos que devemos ser empáticos, mas também lidamos com a questão do tempo, que em alguns casos acaba por afectar o trabalho”, afirmou.

A profissional acrescentou que o tempo pode influenciar tanto o agravamento como a recuperação dos pacientes, situação que, segundo explicou, gera por vezes insatisfação entre os utentes.

Defendeu, por isso, uma comunicação clara durante o processo de triagem e avaliação clínica, para melhor gestão das prioridades e prevenção de conflitos.

“As pessoas precisam compreender a oportunidade que lhes será dada no atendimento. A comunicação é fundamental nesse processo”, sublinhou.

Os dois profissionais defenderam igualmente a necessidade de formação contínua, aquisição de experiência e prestação de um serviço de qualidade, apesar de considerarem que a profissão ainda é pouco valorizada.

O Dia Internacional do Enfermeiro é assinalado este ano sob o lema “Enfermeiros empoderados salvam vidas”, com o objectivo de valorizar a classe, melhorar os resultados em saúde e reforçar os sistemas de saúde.

Fonte: Inforpress // Redação Tiver

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