As Forças Armadas de Cabo Verde prestaram esclarecimentos sobre a evacuação médica aérea ocorrida no dia 7 de maio de 2026, na sequência de informações divulgadas publicamente. A instituição afirma que não houve qualquer recusa de evacuação e detalha a sequência operacional da missão.
Segundo o esclarecimento, a aeronave Beechcraft King Air 360ER é um meio aéreo militar do Estado, utilizado em missões de busca e salvamento, vigilância marítima, evacuações médicas e apoio logístico. No âmbito das evacuações médicas, existe um protocolo entre o Ministério da Defesa e o Ministério da Saúde que define os procedimentos e responsabilidades.
As Forças Armadas explicam que cabe ao Ministério da Saúde a avaliação clínica e validação da evacuação, enquanto o Ministério da Defesa assegura o empenhamento do meio aéreo após autorização. O protocolo prevê ainda que, em situações de máxima urgência, a ativação operacional pode levar até três horas após validação formal.
No caso em questão, a aeronave encontrava-se numa missão previamente autorizada de transporte de materiais eleitorais relacionados com as eleições legislativas de 2026, quando foi validada a evacuação médica. A informação chegou à tripulação quando a aeronave já tinha aterrado na ilha do Maio, seguindo depois para Santiago para reabastecimento.
Após o reabastecimento e procedimentos operacionais, a aeronave descolou para São Nicolau. Contudo, à chegada, a tripulação foi informada de que a evacuação já não se realizaria devido ao falecimento do paciente.
As Forças Armadas reafirmam o seu compromisso com a salvaguarda da vida humana e com o reforço contínuo da capacidade de resposta operacional ao serviço da população cabo-verdiana.
Fonte: Forças Armadas // Redação Tiver