O candidato à liderança do MpD Orlando Dias considerou hoje que o partido deve seguir novos caminhos assentes nos valores da justiça e da liberdade para combater as discriminações e reduzir as diferenças salariais e desigualdade social.
Através da sua página oficial da rede social Facebook, o deputado eleito pelo círculo eleitoral de África reiterou que esse novo rumo deve estar em linha com os princípios de uma sociedade justa e solidária, que construa um modelo económico com limites éticos e uma nova economia social de mercado, decorrente de um país com grandes desigualdades sociais.
“Na qualidade de candidato à liderança do MpD venho reiterar a defesa de uma sociedade assente nos valores da justiça e da liberdade, que valorize os méritos e as competências de todos quantos contribuem para o progresso e o desenvolvimento, (…) mas, também, uma sociedade que invista na educação, na cultura, no conhecimento e na ciência”, referiu.
Defendeu que a economia social de mercado deve seguir o modelo socioeconómico que casa a chamada “economia de mercado” com políticas sociais, instituindo uma justa concorrência no mercado e um estado de bem-estar social, que valorize o papel dos trabalhadores no processo produtivo, com salários dignos que elevem o direito ao consumo.
Segundo avançou, a ideia é ter uma economia social que garanta o emprego, reduza drasticamente as diferenças salariais e as desigualdades sociais, permitindo assim um crescimento económico real da base ao topo.
Para Orlando Dias, o sector privado deve reger-se, também, por fins solidários, até em linha com a tradição cristã cabo-verdiana, e a actividade empresarial deverá ser recompensada por razão das boas práticas e dos seus contributos para a sociedade.
Na mesma linha defendeu, uma sociedade sem discriminações que assegure a igualdade de oportunidades e a igualdade perante a lei e a justiça, que garanta o direito à felicidade e à realização pessoal ao longo do ciclo de vida, em todas as idades.
“Uma sociedade que não permita o assédio, o abuso sexual e em função do género, a discriminação e os abusos de poder, e se bata pela realização dos Direitos Humanos”, acrescentou.
Realçou ainda que o MpD deve defender alternativas com futuro, soluções de progresso que valorizam a democracia participativa e cidadã, cuja concretização depende apenas da vontade soberana dos homens e das mulheres de Cabo Verde.
Até ao momento, Orlando Dias e Paulo Veiga anunciaram ser candidatos à liderança do Movimento para a Democracia (MpD), na sequência do anúncio de demissão de Ulisses Correia e Silva, após a derrota nas legislativas de 17 de Maio de 2026.
A Comissão Política Nacional (CPN) do MpD marcou para 09 de Agosto as eleições para a presidência do partido e delegados, propondo a realização da Convenção Nacional para os dias 04, 05 e 06 de Setembro.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver