ATAQUES ISRAELITAS NO SUL DO LÍBANO FAZEM CINCO MORTOS

Ataques israelitas no sul do Líbano causaram hoje a morte a cinco pessoas, incluindo uma criança, e feriram outras 48 pessoas, incluindo funcionários de um hospital, revelou o Ministério da Saúde libanês.

Entre os feridos nos ataques no sul do país estavam “um médico e cinco funcionários do hospital público de Tebnine, que sofreu danos no mais recente episódio da série de ataques levados a cabo pelo inimigo israelita contra hospitais e centros de saúde”, referiu o ministério em comunicado.

Israel continuou hoje os seus ataques aéreos no sul do Líbano, apesar das promessas de desescalada de Washington, que está a patrocinar uma nova ronda de negociações entre diplomatas libaneses e israelitas e culpa o Hezbollah, pró-Irão, que se opõe a estas negociações.

Delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, foram recebidas no Departamento de Estado durante o dia e nenhum dos participantes fez qualquer declaração.

De acordo com a embaixada libanesa em Washington, o Hezbollah aceitou na segunda-feira uma proposta dos EUA que estipula que Israel se abstenha de atacar os subúrbios em troca do compromisso do Hezbollah de cessar os seus ataques contra Israel.

O plano prevê que o cessar-fogo seja posteriormente “expandido para abranger todo o Líbano”.

“Se for alcançado um acordo de cessar-fogo abrangente”, Nabih Berri, presidente do Parlamento libanês e intermediário entre o Hezbollah e os Estados Unidos, garantirá que o grupo pró-Irão o respeite, adiantou o seu conselheiro à AFP.

O Hezbollah não aceitará um “cessar-fogo parcial” com Israel, declarou à AFP um alto responsável do grupo.

Trump tinha anunciado na segunda-feira que Benjamin Netanyahu tinha prometido não enviar tropas para Beirute e que o Hezbollah “cessaria completamente o fogo”, antes de o primeiro-ministro israelita reafirmar que Israel “atacaria alvos terroristas em Beirute” se o Hezbollah continuasse os seus ataques.

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reiterou hoje a posição, afirmando que os Estados Unidos tinham “aprovado o princípio”.

A representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA, na sigla em inglês) no Líbano, Anandita Philipose, denunciou hoje que o Exército israelita está a atacar hospitais libaneses, colocando em risco 13.500 grávidas.

Philipose afirmou que, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ocorreram mais de 190 ataques a serviços de saúde, resultando na morte de 128 profissionais de saúde e ferimentos em outros 332.

Israel foi incluído pela primeira vez, na semana passada, na lista de países responsáveis pelos padrões de violência sexual relacionada com conflitos, extraída do último relatório da ONU que alerta para o uso contínuo da violação, da escravatura sexual e do rapto como armas de guerra e repressão política.

A última vaga de confrontos entre Israel e o grupo xiita Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

As autoridades libanesas elevaram já para mais de 3.450 o número de mortos e mais de 10.500 o de feridos em consequência dos ataques realizados pelo exército israelita em território libanês desde 02 de março, data em que foram retomados os confrontos com o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril.

O Ministério da Saúde libanês indicou, em comunicado citado pela agência de notícias libanesa NNA, que 3.468 pessoas morreram, entre as quais 128 profissionais de saúde, e 10.577 ficaram feridas na sequência destes bombardeamentos.

Fonte: Notícias ao Minuto

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