O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje ter obtido “importantes promessas” de apoio adicional à guerra do país contra a Rússia por parte dos líderes mundiais presentes na cimeira do G7.
os líderes das principais economias industriais do mundo prometeram reforçar as defesas aéreas da Ucrânia e garantir o seu fornecimento de energia, além de intensificar a pressão económica internacional sobre Moscovo.
“A cimeira do G7 em França trouxe resultados importantes para a Ucrânia. O mais importante é que foi acordado o reforço adicional da defesa aérea ucraniana”, disse Zelensky, que participou hoje no encontro.
Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o líder ucraniano tem-se dedicado a tentar garantir apoio internacional ao seu país e a isolar diplomaticamente o Presidente russo, Vladimir Putin.
A guerra com o Irão afastou Washington do esforço, em grande parte infrutífero, que levou a cabo durante um ano para interromper os combates na Ucrânia, mas os líderes dos sete membros do G7 – Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido (UE está também representada) – manifestaram o seu apoio numa declaração conjunta publicada durante a noite de hoje.
“Elogiamos a Ucrânia pela sua resiliência e progresso no campo de batalha nos últimos meses e sublinhamos que há agora um novo ímpeto” na resistência de Kyiv, afirmaram em comunicado.
O desempenho da Ucrânia no campo de batalha contra o exército russo, em maior número, tem melhorado nos últimos meses devido, sobretudo, produção de drones de alta tecnologia, mas Kyiv queixa-se de ter poucos mísseis de defesa aérea ‘Patriot’.
De fabrico norte-americano, as provisões destes mísseis estão a esgotar-se no conflito no Médio Oriente, o que deixa a Ucrânia mais vulnerável aos mísseis balísticos que a Rússia utiliza na sua campanha de bombardeamentos estratégicos.
Na declaração divulgada pelo G7, os líderes prometem também dar à Ucrânia mais capacidades de defesa aérea, sem especificar o tipo de armamento nem responder diretamente ao pedido de Kyiv para fabricar mísseis ‘Patriot’ por conta própria.
Zelensky deverá também participar numa cimeira da União Europeia, agendada para quinta-feira em Bruxelas.
Na segunda-feira, a Ucrânia iniciou oficialmente as negociações de adesão à UE, dando início a um processo que pode demorar anos, mesmo enquanto luta contra a Rússia.
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