Os gerentes dos Snack Bares e Lanchonetes na Achada de Santo António, apelaram hoje à Câmara Municipal da Praia (CMP) para criar condições que impeçam a deposição de lixo no chão em frente aos seus estabelecimentos.
Em declarações à Inforpress, o gerente do Snack Bar, Walter Gomes, manifestou preocupação com a acumulação de resíduos no local, referindo que a situação se agravou após a retirada de um contentor que existia na área antes do início de uma obra actualmente vedada.
Segundo explicou, mesmo sem a presença de um contentor, muitas pessoas continuam a deixar lixo no chão, situação que, na sua opinião, prejudica o ambiente, a saúde pública e a imagem dos estabelecimentos comerciais e instituições da zona.
Walter Gomes afirmou que os serviços de saneamento da CMP recolhem regularmente os resíduos depositados no local, mas considera que essa prática acaba por incentivar algumas pessoas a continuarem a descartar lixo de forma inadequada, por saberem que os resíduos serão posteriormente removidos.
O comerciante defendeu a reposição de um contentor, a vedação adequada do espaço e a criação de condições que desencorajam a deposição de lixo no local.
“Estamos aflitos com esta situação há muito tempo. O lixo traz doenças, maus odores e bichos que incomodam os clientes que procuram este espaço para relaxar e conviver”, afirmou.
Acrescentou ainda que, com a chegada da época de calor, muitas pessoas preferem permanecer sentadas no exterior dos estabelecimentos, tornando a situação ainda mais desagradável devido ao cheiro e à presença de insectos.
Por sua vez, Ronilde Vaz, gerente da Lanchonete situada em frente do espaço que as pessoas têm deitado o lixo, considerou que a CMP tem enfrentado dificuldades em identificar os autores das infracções, apesar da presença de fiscais na zona.
Segundo disse, tanto pessoas com problemas mentais como cidadãos sem qualquer limitação têm contribuído para o problema, sendo a maioria dos infractores são os homens.
“As pessoas têm de se consciencializar. Se não deitam o lixo dentro das suas próprias casas, também não devem fazê-lo na rua”, afirmou.
A comerciante relatou que a presença constante de lixo provoca maus odores, atrai moscas e afecta a imagem dos estabelecimentos e das instituições existentes nas proximidades.
O espaço em causa localiza-se em frente de restaurantes, bares, mini-mercado e várias instituições do Estado, como a Agência Cabo-verdiana de Notícias – Inforpress, Conselho Superior da Magistura Judicial, Segundo Cartório Nacional, Procuradoria Geral da República, entre outras instituições, sendo, segundo os entrevistados, um ponto de grande circulação de pessoas.
Um cliente habitual dos estabelecimentos, ouvido pela Inforpress, defendeu que todos os cidadãos devem assumir a sua responsabilidade na preservação do ambiente urbano.
“A Câmara Municipal tem feito o seu trabalho, mas os munícipes também têm de fazer a sua parte, colocando o lixo no lugar certo”, afirmou.
Os entrevistados que não quiserem ser identificados apelaram ainda ao reforço da fiscalização, à aplicação de multas aos infractores e à adopção de medidas preventivas para evitar a continuação da deposição irregular de resíduos no local.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver