O presidente do Simetec, Tomás Aquino, afirmou hoje esperar que o novo Governo dê prioridade às reivindicações dos marítimos cabo-verdianos. O sindicalista lamentou a falta de soluções para os problemas da classe, apesar dos compromissos assumidos ao longo dos anos.
Em declarações à Inforpress, por ocasião do Dia Nacional do Marítimo, assinalado hoje, o presidente do Sindicato Regional de Metalomecânica, Transportes, Turismo e Comunicações (Simetec) apontou a redução da idade de reforma, a ausência de uma grelha salarial específica, questões ligadas à carreira contributiva e à protecção social como as principais preocupações dos profissionais do sector.
Relativamente à redução da idade de reforma, Tomás Aquino recordou que a matéria foi aprovada em sede de concertação social há 27 anos, sem que tenha sido implementada.
Segundo disse, a situação resulta da falta de vontade política dos sucessivos governos, apesar dos compromissos assumidos para a sua concretização.
O dirigente sindical considerou que a demora tem gerado frustração entre os marítimos, devido às especificidades da profissão, marcada por longos períodos de permanência a bordo.
Tomás Aquino criticou igualmente a inexistência de uma grelha salarial para o sector, explicando que os salários são actualmente definidos através de contratos entre armadores e trabalhadores.
Neste sentido, defendeu a criação de salários mínimos por categoria profissional, adequados às exigências e riscos inerentes à actividade marítima.
Outra preocupação apontada refere-se aos marítimos cabo-verdianos embarcados em navios estrangeiros, que, segundo afirmou, continuam sem mecanismos que lhes permitam efectuar descontos para INPS.
De acordo com o sindicalista, esta situação deixa muitos profissionais sem garantias de protecção social na idade da reforma, por não estarem enquadrados nem no sistema cabo-verdiano nem nos regimes dos países onde exercem actividade.
Tomás Aquino chamou ainda a atenção para a situação de antigos marítimos que descontaram para a antiga Caixa Sindical dos Trabalhadores Marítimos e Correlativos antes da criação do INPS.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver