O fórum desenvolvimento agropecuária da Região Serrana, integrada na quinta edição da Festa do Queijo de Monte Grande, reúne especialistas e personalidades com experiência em cargos de decisão, entre elas o antigo Presidente Pedro Pires.
O fórum de desenvolvimento local constitui um momento para a reflexão sobre os desafios e oportunidades para o desenvolvimento sustentável das zonas altas da ilha do Fogo, nomeadamente a Região Serrana de Monte Grande.
Segundo Pedro Matos, da Associação Ká Djidja, entidade organizadora do evento, a presença de “figuras de relevo nacional” visa enriquecer o debate sobre o futuro da agricultura na Região Serrana, que tem tido “um grande desafio”, e servirá para debruçar sobre a mobilização de água, mas também como aproveitar o microclima considerado favorável ao desenvolvimento de uma agricultura permanente.
Este responsável explicou que o fórum pretende igualmente dar voz aos promotores de projectos voltados para as zonas altas, defendendo que quem apresenta ideias para o desenvolvimento deve ter espaço para as partilhar e discutir.
Pedro Matos defendeu que cabe às comunidades assumir um papel mais activo na reivindicação de políticas públicas capazes de responder às necessidades locais.
Na sua perspectiva, a população deve exercer o direito de exigir investimentos que permitam explorar o potencial agrícola, pecuário e turístico da região.
Entre as prioridades apontadas estão a melhoria dos acessos rodoviários, permitindo uma ligação mais segura às zonas altas, o aproveitamento dos pastos e das áreas agrícolas, a valorização do turismo de montanha e rural, bem como a preservação das plantas endémicas e a recuperação de antigas galerias de água.
Na visão do responsável, estas medidas poderão gerar rendimento para as famílias, criar emprego, reduzir a saída de jovens e impulsionar outros sectores da economia, nomeadamente os transportes e a comercialização de produtos agrícolas.
Pedro Matos pediu ainda uma maior aposta na tecnologia aplicada à agricultura e na criação de melhores ligações de transporte, incluindo a possibilidade de escoar produtos frescos da ilha para outros mercados nacionais no próprio dia, através do reforço das ligações aéreas, nomeadamente com a ilha do Sal.
Para o organizador, o desenvolvimento das zonas altas exige uma mobilização conjunta da comunidade, das instituições e dos decisores, aproveitando o conhecimento existente, a inovação tecnológica e o potencial natural da região para construir uma economia mais diversificada e sustentável.
Fonte: Inforpress // Redação Tiver